Poesia 0012 – Festejando o dia que o homem pisou na lua

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Ainda hoje como no dia em que o homem pisou no solo lunar só me recordo da canção do Gilberto Gil que me chapou: LUNIK 9 – letra e música: Gilberto Gil – 1966 o primeiro vinil que comprei do Gil.

Eu me pergunto será que o homem pisou na lua ou está no mundo da lua.

Gil tocando violão e cantando a música que depois a gravação da Elis Regina viria a consagrar.

No dia que o homem pisou, (pisou?) na lua eu só me recordava que havia uma música do Gilberto Gil que clamava em 1966:

“Poetas, seresteiros namorados correi
é chegada a hora de escrever e cantar
talvez as derradeiras noites de Luar”

ah! me lembro também que na casa de um primo, agente olhava o jornal por volta das 08:00 h e apareceu a filmagem do homem andando na lua, e lembro de ter comentado que aquilo era um desenho animado ou um filme feito na terra no local do treinamento dos astronautas. Não que duvidasse da proeza, mas o filme era muito ruinzinho e ainda comentei: “claro que eles não vão mostrar ao vivo, imagina se estamos todos olhando e aparece qualquer coisa inusitada” seria uma loucura no mundo.

Bem no dia seguinte os jornais comentavam que o que o filme exibido no jornal na noite anterior havia sido um filme feito na terra em dia de treinamento e agora sim mostrariam a realidade que aconteceu por volta das 02:00 horas da manhã e aí sim todos vimos o astronauta dando seus pulinhos e ouvimos sua frase: “que era um pequeno salto mas um grande salto para a humanidade”.

Hoje no dia do festejo a mente volta a 30 de Janeiro de 1968, os festejos do Novo Ano Lunar no Vietnam e a grande Ofensiva Tet, o mundo começava a ver que o poderio estava com os invadidos.

Para quem não lembra no terceiro dia da Ofensiva do Tet em 1 de Fevereiro de 1968, a foto abaixo não deixará esquecer:

Guerra do Vietnam  - Nguyen Ngoc Loam, é o coronel, nomeado chefe da Polícia Nacional da República do Vietname, que mais tarde perderia um perna arrancada por uma granada e um oficial vietcong capturado, o capitão Nguyen Van Lém, o mesmo nome próprio que o seu assassino - 30 de Janeiro de 1968

Guerra do Vietnam - Nguyen Ngoc Loam, é o coronel, nomeado chefe da Polícia Nacional da República do Vietname, que mais tarde perderia um perna arrancada por uma granada e um oficial vietcong capturado, o capitão Nguyen Van Lém, o mesmo nome próprio que o seu assassino - 30 de Janeiro de 1968

Nguyen Ngoc Loam, é o coronel, nomeado chefe da Polícia Nacional da República do Vietname, que mais tarde perderia um perna arrancada por uma granada e um oficial vietcong capturado, o capitão Nguyen Van Lém, o mesmo nome próprio que o seu assassino. Não foi só a foto, foi o filme passado na TV que nos mostrava a frieza de um compatriota do Vietnam do Sul, o assassino, sentindo o seu poder declarou calmamente aos repórteres: “Ele matou muitos de nós e dos vossos também. Penso que Buda me perdoará por isto”.
Insuflado pelo desenvolvimento da ciência viva contra o Vietnam do Norte o assassino Nguyen continou a serviço do exército sul-vietnamita, gozando de grande reputação e fortalecido como homem de grande coragem e sagacidade em batalha. A sua carreira de guerreiro terminou três meses mais tarde, quando uma granada inimiga lhe destrói a perna direita, na certa lembrou de Buda no momento em que foi atingido e os USA lhe deram casa e moradia até morrer em Julho de 1998 . Tudo aconteceu no governo Democrata americano Presidente Lindon Johnson.

O operador de câmara da NBC, Vo Suu, filma a sequência: o tiro, o fumo, a queda, o sangue jorrando da cabeça do oficial vietcong. Eddie Adams, o fotógrafo, recordará mais tarde que a sua única vontade é sair dali, afastar-se, mas, ao mesmo tempo, numa familiar combinação de horror pessoal e triunfo profissional, tem consciência da extraordinária foto que acabou de tirar. A foto acabou por ganhar um Prémio Pulitzer.

Nesse momento recordo o filme que Gabeira talvez tenha desejado sobre o McNamara na certa mostrará os dados: “McNamara deixou o Pentágono, 16.000 militares americanos tinham morrido no Vietnã. No fim da guerra, sete anos depois, o balanço total do conflito se estabeleceu a quase 58.000 vítimas do lado americano e três milhões do lado vietnamita, tanto no norte como no sul.”

“Momento histórico
Simples resultado
Do desenvolvimento da ciência viva
Afirmação do homem
Normal, gradativa
Sobre o universo natural
Sei lá que mais

Ah, sim!
Os místicos também
Profetizando em tudo o fim do mundo
E em tudo o início dos tempos do além
Em cada consciência
Em todos os confins
Da nova guerra ouvem-se os clarins”

Triste humanidade! Começava ali naquele momento a perder uma parte dos seus sonhos, a certeza de que São Jorge não mais brigava contra o Dragão na lua, a sua representação ficou reduzida a cavidades e sombras feitas pela luz refletida do sol e a história virou estória, nem mais dragão havia. E o progresso da humanidade que ainda viria aparecer nos anos futuros, nos grandes passo dado para traz pela humanidade, na disseminação do napalm como um fungicida humano.

Guerra do Vietnam - aplicação do fungicida humano NAPALM pelos americanos para acabar com o solo e vida no Vietnam

Guerra do Vietnam - aplicação do fungicida humano NAPALM pelos americanos para acabar com o solo e vida no Vietnam

A democracia americana mostrou ao mundo que não tem meio termo, em se tratando de defender a liberdade mata no Vietnam ou em casa, em um protesto contra a guerra do Vietnam um americano é atingido com um tiro na boca, essas fotos ajudaram a mostrar e a mudar o rumo da guerra onde Vietnamitas derrotaram os americanos e hoje convivem como um só país.

Guerra do Vietnam - em solo americano uma bala é disparada e atinge manifestante na boca, levando-o à morte, assasinado por lutar pela paz

Guerra do Vietnam - em solo americano uma bala é disparada e atinge manifestante na boca, levando-o à morte, assasinado por lutar pela paz

“Guerra diferente das tradicionais, guerra de astronautas nos espaços siderais
E tudo isso em meio às discussões, muitos palpites, mil opiniões
Um fato só já existe que ninguém pode negar, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1,já!
E lá se foi o homem conquistar os mundos lá se foi
Lá se foi buscando a esperança que aqui já se foi
Nos jornais, manchetes, sensação, reportagens, fotos, conclusão:
A lua foi alcançada afinal, muito bem, confesso que estou contente também”

dessa forma eu faço aqui o a minha recordação do primeiro homem a pisar na lua, não sem antes lembrar que foi a dois dias atrás 21/julho/2009 que pisou na sua terra natal o último asilado da ditadura brasileira.

Seja benvindo Antônio Geraldo da Costa (Tigre ou Neguinho) e a canção do Gilberto Gil encerra essa recordação.

Retorno do último asilado da ditadura brasleira em 21/julho/2009 dois dias antes de se comemorar o homem pisar na lua

Retorno do último asilado da ditadura brasleira em 21/julho/2009 dois dias antes de se comemorar o homem pisar na lua

“A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Talvez não tenha mais luar pra clarear minha canção
O que será do verso sem luar?
O que será do mar, da flor, do violão?
Tenho pensado tanto, mas nem sei

Enfim mais um brasileiro volta pra casa

Enfim mais um brasileiro volta pra casa

Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar”

4 comentários para “Poesia 0012 – Festejando o dia que o homem pisou na lua”

  1. Amanda disse:

    Este site me ajudou mto!!
    Valeu :D

    Bjoos D:

  2. aline disse:

    talvez isso seja a ditadura

  3. tg disse:

    nao me ajudou nada

  4. gabrielle disse:

    isso nao me ajudo em nada

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