Arquivo da Categoria ‘Músicas’

Retirante – CD Gilberto Gil

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Foi lançado um CD duplo com as primeiras músicas gravadas pelo Gilberto Gil. Músicas de compacto (discos de vinil), quem gosta de saber e conhecer a história e como se desenvolver a música do compositor deverá ouvir e relembrar ou conhecer.

São dois CDs, um com14 faixas e outro com 18 faixas.

Vale ouvir PROCISSÃO numa gravação que, muito embora na epóca não houvesse a tropicália, o gene já estava ali. A reza sacra junto música profana que associa a cobra com o desenvolver da procissão no chão, mostra que algo irá surgir. Da mesma forma a RODA na luta de protesto da epóca. E o amor vinculada ao trabalho do homem que se aventura no mar e a mulher santa e fêmea, aguardando a volta que o mar lhe dá, coplementando a fome e o prazer IEMANJÁ. O ENSAIO GERAL prepara a delicadeza de se ouvir e admirar MINHA SENHORA. Por fim chega como bônus FELICIDADE VEM DEPOIS – “se voce quiser amor“.

Deixo que o segundo disco seja curtido sem nenhum comentário, para que voces façam sozinhos a sua viagem.

Rancho da Rosa Encarnada

Composição: Gilberto Gil, Geraldo Vandré e Torquato Neto

Vejam quantas coisas
novas vamos contar
Nas cantigas mais antigas
Que o meu Rancho da Rosa Encarnada
escolheu pra cantar
Pelas calçadas enfeitadas se vê
Tanta gente pra nos receber
Somos cantores
Cantamos as flores
Cantamos amores
Trazemos também
A notícia da grande alegria que vem
Pra durar mais que um dia
E ficar como antigas cantigas
Que não morrem
Que não passam jamais
Como passam sempre os carnavais

Vejam abaixo a capa do CD e ficha técnica

Capa do CD GilbertoGil (frente) - Retirante

Capa do CD GilbertoGil (frente) - Retirante

Capa CD Gilberto Gil Retirante (versos)

Capa CD Gilberto Gil Retirante (versos)

Vale a pena ouvir todo o disco e conhecer como foi a mudança musical desse artista – GILBERTO GIL.

Recordação

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Em 01 de agosto de 1971, George Harrisson organizou um show para arrecadar fundos para Bangladesh terra de Ravi Shankar um músico que divulgou a música de seu paºis entre todos os jovens. Os Beatles tinham acabado e esse filme percorreu o mundo e fez a cabeça de muita gente.

Quando a orquestra de músicos que tocavam vários instrumentos tipo cítar e tambores, etc. começaram a afinar os instrumentos, fato que demora bastantes foi aplaudida entusiaticamente e Ravi Shankar declarou “espero que voces gostem das músicas quando tocarmos já que gostaram tanto da afinaç´ão dos intrumentos”.

Essa frase reproduz uma epóca.

Ouçam e vejam o vídeo que está abaixo_

Abaixo a interpretação de Something no The Concert for Bangladesh. Danifiquei três discos dos Beatles ( Rubber Soul ) onde foi gravada originalmente essa música ‘ toquei demais.

Something

George Harrison

Something in the way she moves
Attracts me like no other lover
Something in the way she woos me

I don’t want to leave her now
You know I believe and how

Somewhere in her smile she knows
That I don’t need no other lover
Something in her style that shows me

I don’t want to leave her now
You know I believe and how

You’re asking me will my love grow
I don’t know, I don’t know
You stick around now it may show
I don’t know, I don’t know

Something in the way she knows
And all I have to do is think of her
Something in the things she shows me

I don’t want to leave her now
You know I believe and how

Ouçam o Something original

Toda Glória a Sri Krishna

Toda Glória a Sri Krishna

All Glories to Sri Krishna

Nelson Sargento 8.6

domingo, 25 de julho de 2010

Dia 24 de julho de 2010 tive nessa data a honrar de ouvir e assistir o Nelson Sargento o artista plástico, compositor e cantor Mangueirense.

Nelson Sargento na festa de 86 anos Samba Luzia

Nelson Sargento na festa de 86 anos Samba Luzia

Que comemorou 86 anos bem vividos, seja muito feliz Nelson e família.

O que está acontecendo ?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Boa noite

Durante um tempo perdi o pique de comentar qualquer fato. Ainda não consegui entender como o Bruno, que está acusado da morte de Eliza, ainda consegue manter a sua cabeça altiva.

Onde foi que a humanidade  errou, para assistir que alguém se mostre assim.

Mas hoje, fiquei sensibilizado, pois morreu o Paulo Moura.

Paulom Moura - (São José do Rio Preto, 15 de julho de 1932 - Rio de Janeiro, 12 de Julho de 2010

Paulo Moura - (São José do Rio Preto, 15 de julho de 1932 - Rio de Janeiro, 12 de Julho de 2010

A última vez que vi o Paulo Moura, acho que foi na Modern Sound. Uma loja e atualmente bistrô que está localizada em Copacabana. O Paulo Moura lançava um disco com Yamandu Costa, o excelente violonista gaúcho e nos brindou com: se não me engano três músicas, foi um delírio e um bom momento em minha vida.

O CD que estava lançando era Paulo Moura e Yamandú Costa – El Negro del Blanco

CD El negro del blanco - Paulo Moura e Yamandu Costa

CD El negro del blanco - Paulo Moura e Yamandu Costa

antes dessa apresentação relâmpago me lembro muito bem de uma Domingueira Voadora. A Dmingueira era um baile que ocorria no Circo Voador, já na Lapa – aos domingos, onde o Paulo Moura tocou em vários domingos.

Mas nesse domingo, choveu durante todo dia no Rio de Janeiro e muito, e a noite fui ao baile no circo, para minha surpresa era aniversário do Paulo Moura e ele tocou como nunca. No meio do show, identificou na platéia um garoto e o cahamou ao palco – era o Ed Motta, um jovem que havia lançado um disco (Ed Motta & Conexão Japeri – 1988) a pouco tempo e começava a fazer sucesso

Ed Motta e Conexão Japeri - 1988

Ed Motta e Conexão Japeri - 1988

o Paulo Moura deixou o Ed Motta no palco e as cerca de 25 pessoas que haviam se aventurado a ir ao Circo Voador, apesar da chuva, tiveram um noite inesquecível.

Depois ele voltou ao palco e tocou como nunca eu tinha ouvido e olha que quem o ouviu no Parque Lages achava que não mais se impressionaria.

Pra completar li nos jornais e ouvi na TV que ao receber a homenagem dos colegas músicos no hospital no sabádo dirigiu-se a varanda e ainda os premiou com o Docinho de Coco se não me engano.

A festa de Paulo Moura vai continuar e a minha cabeça não para de pensar no rosto do Bruno e a sua tranquilidade.

Seja feliz Paulo Moura e obrigado pelo que me deixou ouvir sair de voce e sua música.

O que é decisivo no software livre

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Alguns amigos perguntam porque usar Linux ou software livre, e para esclarecer nada melhor do que a briga de cachorro grande retratada no hipertexto a seguir:

Reações previsíveis ao WebM

que também insiro nesse postagem e sugiro que leia mesmo que voce não entneda nada de computação. As semelhanças com as brigas entre patentes de remédio que o governo brasileiro está enfrentando é muito parecida.

Patente um mal ou um bem?

Patente um mal ou um bem?

Afinal para que servem as patentes.

Recentemente li um texto sobre a Bienal em São Paulo quando uma escritora foi excluída em virtude de os descendentes dela terem exigido um valor de pagamento que os organizadores consideraram muito elevado.

Afinal qual o lucro da Bienal e quem recebe esse lucro?

Atualmente no Brasil está em discussão a luta pelos direitos autoriais e envolve a relação entre o Estado Brasileiro , os donos das músicas e os que lucram no ECAD, há uma proposta que o controle seja feito pelo Estado Brasileiro, Compositores e etc e representantes da ECAD.

Essa luta é grande e a defesa do modelo Creative Common é para ser levado a sério.

Há pouco tivemos a queda do preço dos CDs e DVDs, que só ocorreu porque a pirataria colocou em questão o lucro das gravadoras. Na verdade eram os únicos que enchiam os bolsos. Os cantores e músicos sempre viveram de shows e muita luta.

Leiam o texto e pensem sobre patentes como um mal ou um mal necessário.

Essa é a questão, óbvio que para mim.

Patente deve ou não existir ?

O monopólio que a Micro$oft criou na área de computação atualmente está sendo enfrentada com uso de programa livre, O Google usa o Linux, cria o Andróide e ameação o poderio da Micro$ft. E quem garante que ao dominar o Google não vá agir do mesmo modo. Mas nessa questão o posicionamento não é de oligopólio. Afinal se todos somos humanos quantos mais pensarem um questão ou um produto melhor será para todos.

No dia 19 de maio, o Google tomou uma atitude que muita gente na comunidade de código aberto já esperava (e pela qual a Free Software Foundation clamava em março): disponibilizou o codec de vídeo VP8 ao público sob uma licença sem royalties e de código aberto no estilo BSD. Ao mesmo tempo, apresentou o WebM, um sistema de áudio e vídeo de código aberto focado no HTML5 que faz uso do VP8, e anunciou um grupo de parceiros (corporativos e de código aberto) que apoiam o formato WebM, incluindo navegadores web e sites de vídeo como o seu próprio YouTube.Nathan Willis
09/06/2010

Swift and predictable reactions to WebM

Autor original: Nathan Willis

Publicado originalmente no: lwn.net

Tradução: Roberto Bechtlufft

logo
webm

No dia 19 de maio, o Google tomou uma atitude que muita gente na comunidade de código aberto já esperava (e pela qual a Free Software Foundation clamava em março): disponibilizou o codec de vídeo VP8 ao público sob uma licença sem royalties e de código aberto no estilo BSD. Ao mesmo tempo, apresentou o WebM, um sistema de áudio e vídeo de código aberto focado no HTML5 que faz uso do VP8, e anunciou um grupo de parceiros (corporativos e de código aberto) que apoiam o formato WebM, incluindo navegadores web e sites de vídeo como o seu próprio YouTube.

As partes interessadas e seus argumentos

A jogada não pegou ninguém de surpresa. O Google começou tentando adquirir a criadora do VP8, a vendedora de codecs On2, há alguns meses, e mesmo antes da aquisição se concretizar a especulação já havia começado. A reação do público ao lançamento do WebM também não foi muito surpreendente. A MPEG-LA, que vende licenças para o codec concorrente H.264, sugeriu que quem usasse o VP8 seria processado por violação de patentes. Um hacker independente do H.264 logo atacou o VP8, afirmando que ele seria inferior em todos os sentidos, e que certamente violaria várias patentes do H.264. Os proponentes do H.264 e os sites de notícias em geral começaram a divulgar o post do hacker, ainda mais quando Steve Jobs supostamente encaminhou um link para o post em resposta a um email que pedia sua opinião sobre o VP8.

A resposta da comunidade de código aberto veio em dois blocos. Primeiro, uma longa lista de projetos e empresas de multimídia anunciaram o suporte ao VP8 e ao WebM; algumas (como a Mozilla e a Collabora) já sabiam de tudo e trabalhavam no código antes do assunto se tornar público; outras começaram a trabalhar logo após o anúncio.

Em seguida, veio a oposição e a refutação às declarações públicas da MPEG-LA e aos ataques do hacker do H.264, Jason Garrett-Glaser. Muitos destacaram o óbvio interesse de Jason Garrett-Glaser em defender o H.264 como o melhor codec em termos técnicos, já que ele desenvolve o projeto de codificador x264, e sugeriram que ele já tinha preconceito em relação ao VP8 antes mesmo de examiná-lo. O site StreamingMedia.com comparou os codecs lado a lado, codificando uma fonte de mídia em comum nas mesmas taxas de áudio e vídeo, coisa que Garrett-Glaser não fez, e concluiu que não havia diferenças notáveis na maioria das aplicações. O hacker do Theora, Gregory Maxwell, comentou sobre as questões técnicas em um email à lista Wikitech, defendendo que o lançamento inicial do codificador VP8 do Google representa um ponto de partida muito propício à otimização.

A turma do contra criticou o VP8, alegando que o H.264 já conta com amplo suporte em dispositivos de hardware. Isso pode ser verdade, mas a maior parte desse suporte a hardware está na forma de código de DSP, e já havia ports do Theora para DSP em desenvolvimento. Levando-se em conta que o Google já patrocinou otimizações do Theora para a arquitetura ARM, deduz-se que ele irá estimular a reprodução do VP8 em DSP também, e a plataforma Android da empresa é uma boa candidata a apresentar isso.

Patentes e ambiguidade

Mais importante do que o desempenho técnico atual (ou potencial) do VP8 é a questão dele poder ou não ser usado legalmente sob os termos descritos na licença e na concessão de patentes do WebM. Ele é claramente um avanço em relação ao Theora, mas se a concorrência provar a violação de patentes, o codec precisará ser alterado antes de poder ser usado em segurança.

Aqui temos dois pontos passíveis de discussão. O primeiro diz respeito à crença de que o VP8 certamente viola patentes usadas no H.264 porque os codecs compartilham uma estrutura muito semelhante. Garrett-Glaser defende esse ponto de vista, destacando as semelhanças nos algoritmos. Christopher “Monty” Montgomery, do Xiph.org, criticou essa declaração, afirmando tratar-se de uma “enorme hipérbole”, e outros comentaram que todos os codecs baseados em DCT seguem as mesmas etapas básicas; essas etapas não são cobertas por patentes de codecs de vídeo.

Maxwell também nega outros argumentos semelhantes, dizendo que Garrett-Glaser “não tem conhecimento suficiente em patentes, e que inclusive tem muito pouco conhecimento sobre as patentes específicas do H.264”, já que o x264 as ignora em sua implementação do H.264. Ainda segundo ele:

As patentes de codecs, de modo geral, são terrivelmente específicas. Isso faz com que seja muito mais fácil aprová-las, e não reduz em nada a capacidade dessas patentes de cobrirem o formato em questão, pois o formato dita o comportamento exato. Isso geralmente faz com que seja fácil evitá-las.

A segunda discussão diz respeito a imaginar se a MPEG-LA, que licencia as patentes do H.264, vai ou não acusar legalmente o VP8 por violação de patentes. Mais uma vez, o debate público é dominado por duas opiniões: a de que o Google certamente fez uma “geral” nas patentes, liberando completamente o VP8, e a de que os advogados de patentes da On2 certamente sabiam o que estavam fazendo quando desenvolveram o VP8 — ou ainda, a de que certamente o VP8 viola alguma patente, porque há muitas patentes no H.264 ; certamente o VP8 comete alguma violação, porque o H.264 foi criado pelos melhores criadores de codecs, usando as melhores tecnologias.

Para fugir ao âmbito do certamente, consideremos as possibilidades atuais caso a caso. É lógico sugerir que, se a MPEG-LA tiver mesmo um caso genuíno aqui, ela irá levá-lo aos tribunais. Se não tiver, a questão é se o consórcio irá aos tribunais só para criar confusão no mercado e ganhar tempo para continuar vendendo licenças de patentes do H.264. Seja como for, os riscos de se ir à justiça são extraordinariamente altos — porque o Google poderia facilmente inverter a situação e virar autor de um processo também.

Apesar do material promocional da MPEG-LA sugerir que a licença do H.264 garante direitos plenos de uso do H.264, a verdadeira garantia do pool de patentes é bastante fraca:

Não há e nem podem haver garantias de que a licença inclua todas as patentes essenciais. O propósito da licença é o de oferecer uma alternativa de licenciamento conveniente a todos nos mesmos termos, e incluir a maior quantidade possível de propriedade intelectual para sua conveniência. No entanto, a participação na licença é voluntária da parte dos mantenedores de patentes essenciais.

Vamos ser claros, por favor

Em outras palavras, patentes submarinas e trolls de patentes podem ameaçar o H.264 — e, teoricamente, a On2 e o Google podem ser detentores dessas patentes. E então, o que a MPEG-LA vai fazer? O CEO Larry Horn já sugeriu, sem afirmar diretamente, que acredita ter um caso genuíno contra o VP8. Tendo ou não, iniciar um processo de violação de patentes pode pôr em risco a galinha dos ovos de outro — o H.264. Seria muito mais seguro fazer bastante alarde em público, buscar acordos de licenciamento com fornecedores de hardware e software enquanto fosse possível e trabalhar no pacote de licenciamento do próximo codec. Por sua vez, o Google pouco fez em público além de expressar sua confiança de que não há problemas com patentes.

Isso não parece muito satisfatório para o desenvolvedor de software, que provavelmente vai preferir uma divisão clara entre “seguro” e “não seguro” com relação ao VP8. Infelizmente, o jogo de patentes moderno não funciona desse jeito. Na prática, as patentes são armas secretas que só podem ser usadas para processar (e ameaçar processar) oponentes. Todos os jogadores do mercado têm patentes, e dado o vasto número de patentes concedidas — e o alcance desconhecido delas — muitas permanecerão realmente escondidas até a hora do ataque.

Ainda assim, há quem sugira que o Google possa e deva oferecer algum nível de clareza, documentando de forma pública e transparente as patentes das quais é proprietário com o VP8, e o processo de pesquisa de patentes que usou para determinar que nada no VP8 infringia as patentes de seus concorrentes. Florian Mueller, doFOSS Patents, comentou:

No mínimo, eu acho que o Google deveria dar uma olhada nas patentes da MPEG-LA e nas patentes de alguns trolls conhecidos, e explicar por que não há violação de patentes. Os programadores têm o direito de contar com essas informações, para que possam tomar uma decisão informada por conta própria, em vez de optar por correr ou não o risco. Faz sentido pedir ao Google que realize um esclarecimento bem documentado sobre as patentes, porque ele certamente tem recursos para isso, ao contrário da maioria dos desenvolvedores de código aberto.

Rob Glidden, ex-Sun, comparou o anúncio do VP8 pelo Google ao procedimento que a Sun adotava ao trabalhar no hoje encerrado projeto de codec de vídeo Open Media Stack, que “baseava seu trabalho em fundações identificáveis de direitos de propriedade intelectual, documentava sua estratégia de patentes e estava disposto a trabalhar com grupos de padrões de boa-fé para resolver eventuais problemas”. Ao optar por “seguir por conta própria”, diz ele, o Google acaba ferindo o processo de padrões abertos do qual a web depende.

Por outro lado, o Google pode considerar vantajoso manter a pesquisa de patentes do VP8 em segredo, para forçar atacantes em potencial a trabalhar mais para encontrar uma infração. Ninguém espera, e nem deveria esperar, que a MPEG-LA aja com a clareza que está sendo exigida do Google. Às vezes, a MPEG-LA gosta de se apresentar como se fosse um conjunto de padrões — que produz trabalho técnico refletindo o consenso da indústria, e ratificando as melhores ideias possíveis em especificações globais. Só que isso não é verdade. A MPEG-LA é um negócio com fins lucrativos, vendendo seu produto e fazendo marketing dele em nome de seus membros e contra todos os competidores.

Como seu produto é a proteção contra processos movidos por ela mesmo, a MPEG-LA não ganha nada traçando linhas mais claras. Até o comentário de Horn sobre a criação de um pool de patentes para o VP8 está envolto em uma linguagem vaga: “já se manifestou interesse nisso” e “estamos analisando os prospectos de se fazer isso”.

Obviamente, tudo gira em torno do HTML5… e do dinheiro

Por trás dessa briga toda está a disponibilidade de um codec de vídeo de implementação gratuita para o HTML5. A MPEG-LA e seus parceiros nesta empreitada lutaram contra o Theora, e agora vão fazer o mesmo contra o VP8. Não espere que a MPEG-LA mude de ideia e passe a apoiar um codec completamente livre; isso tiraria a razão de ser dessa organização. A MPEG-LA quer que o H.264 vença, não por ser melhor tecnicamente, mas porque é o produto dela.

O software de código aberto está em uma situação difícil em relação ao modelo de licenciamento da MPEG-LA. Embora os usuários é que estejam infringindo patentes ao assistir a conteúdo H.264, a MPEG-LA exige que todos os distribuidores de codecs, como as fornecedoras de navegadores de internet, paguem uma licença. Isso simplesmente não é possível para o software livre.

A MPEG-LA adiou a data de cobrança de royalties para a transmissão de H.264 pela internet até 2015, e quando chegarmos lá, ela pode acabar adiando de novo. Ela não se importa explicitamente com o mercado de navegadores de código aberto em si; ela simplesmente criou uma estrutura de taxas que deixa o software livre em uma situação difícil. O dinheiro mesmo vem de pacotes de produção e edição de vídeo, e de grandes sites de hospedagem de vídeos que convertem milhões de vídeos.

Logo, a verdadeira batalha para a adoção do VP8 talvez seja essa também. O Google apresentou uma longa lista de parceiros do WebM ao revelar o projeto, incluindo várias empresas importantes de software proprietário como a gigante Adobe e a Sorenson, ex-estrela do Quicktime. Enquanto a MPEG-LA tem mais a perder do que a ganhar processando o Google por causa do VP8 hoje, isso pode mudar se os grandes nomes da produção e conversão de vídeo começarem a adotar em peso o WebM. Se isso acontecer, pode ser a gota d’água para que a MPEG-LA leve o caso aos tribunais.

Créditos a Nathan Willislwn.net

Tradução por Roberto Bechtlufft <info at bechtranslations.com.br>

Veja também:

Lenha na fogueira: Google lança formato de vídeo WebM, para HTML5

Google altera licença do WebM para BSD: agora mais seguro contra processos

Intel só oferecerá aceleração do WebM depois que o formato se estabelecer

Cidade Lagoa

quarta-feira, 7 de abril de 2010

No vídeo abaixo coloque o cursor onde marcar 5:40 e ouça uma música que fala da cidade cheia de água.

Música composta na decada de 50 fala do Rio de Janeiro.

Cidade Lagoa
Jards Macalé
Composição: Cícero Nunes, Sebastião Fonseca

Esta cidade, que ainda é maravilhosa,
Tão cantada em verso e prosa,
Desde os tempos da vovó.
Tem um problema, crônico renitente,
Qualquer chuva causa enchente,
Não precisa ser toró.
Basta que chova, mais ou menos meia hora,
É batata, não demora, enche tudo por aí.
Toda a cidade é uma enorme cachoeira,
Que da Praça da Bandeira,
Vou de lancha a Catumbi.
Que maravilha, nossa linda Guanabara,
Tudo enguiça, tudo pára,
Todo o trânsito engarrafa.
Quem tiver pressa, seja velho ou seja moço,
Entre n’água até o pescoço,
E peça a Deus pra ser girafa.
Por isso agora já comprei minha canoa,
Pra remar nessa lagoa, toda a vez que a chuva cai,
E se uma boa me pedir uma carona,
Com prazer eu levo a dona,
Na canoa do papai.

Que país é este ?

sábado, 27 de março de 2010

Vinte e sete de março de dois mil e dez.

Renato Russo - 50 anos de nascimento 27/março/2010

Renato Russo - 50 anos de nascimento 27/março/2010

Após dez anos do fim do mundo (afinal o mundo acabaria em 2000) eu lembro que foi minha filha com cerca de quatro ou cinco anos que me impressionou pois cantava um música quilométrica que relatava a relação de um casal jovem: Eduardo e Mônica.

Comprei o disco e descobri que conhecia outras músicas que eram a expressão do rock brasileiro, a epopeia do casal era impressionante e mais ainda com a pouca idade minha filha cantava toda a letra.

Era um rock, nunca entendi porque não aportuguesamos a palavra para roque como foi feita com o futebol (football), talvez já devêssemos ser influenciado pelo anglicismo vindo dos EEUU e apesar de adorar o rock inglês (Rolling Stones, Herman Hermits e Beatles) não podíamos deixar de receber a influência do Elvis, Chuck Berry e do rock’n'roll. E prova de que era um fenômeno mundial explodiu em nossas cabeças com o grito canadense que deu poder e vigor – Born to Be Wild do Steppenwolf, de uma forma geral transformou-se em música brasileira e entrou pelos ouvidos como iê, iê iê e depois: virou rock do bom.

Hoje faria 50 ANOS Renato Russo, e como manda a tradição rock lembrem: Cassia Eller, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e muitos outros se foram enquanto jovens mantendo assim a imagem do rock enquanto juventude, inquietação, revolta e afirmação.

E para comemorar lembrar que cada um tem a Legião que lhe representa, nós nos orgulhamos da nossa LEGIÃO URBANA.

VIVA

RENATO RUSSO

Eduardo e Mônica

Composição: Renato Russo
Gravação: Legião Urbana

Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram…

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer…
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse:
“Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir”

Festa estranha, com gente esquisita
“Eu não ‘to’ legal, não agüento mais birita”
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
“É quase duas, eu vou me ferrar…”

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete,
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camêlo
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica era nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema “escola, cinema
clube, televisão”.

E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser…

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar…

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz

Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
Ah! Ahan!

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão!

Ilusão à Toa

sábado, 6 de março de 2010

A vida de um músico é eterna quando ele deixa a nossa mente e alma preenchida.

Alfredo José da SIlva (Johnny Alf) é um dos permanecerão para sempre.

Ah, se a juventude que essa brisa canta
Ficasse aqui comigo mais um pouco
Eu poderia esquecer a dor
De ser tão só
Prá ser um sonho

e o sonho continua..

Johnny Alf (Alfredo José da Silva nasceu no Rio de Janeiro, 19/mai/1929 — Santo André, 4/mar/2010)

Johnny Alf (Alfredo José da Silva nasceu no Rio de Janeiro, 19/mai/1929 — Santo André, 4/mar/2010)

a história de cada um cabe apenas a si, mas as lembranças são de todos.

Ilusão à toa

Composição: Johnny Alf

Eu acho engraçado
Quando um certo alguém
Se aproxima de mim
Trazendo exuberância
Que me extasia

Meus olhos sentem
Minhas mãos transpiram
É um amor que eu guardo há muito
Dentro em mim
E é a voz do coração que canta assim
Assim

Olha, somente um dia
Longe dos teus olhos
Trouxe a saudade do amor tão perto
E o mundo inteiro fez-se tão tristonho

Mas embora agora eu tenha perto
Eu acho graça do meu pensamento
A conduzir o nosso amor discreto
Sim, amor discreto pra uma só pessoa
Pois nem de leve sabes que eu te quero
E me apraz essa ilusão à toa.


Walter Alfaiate

terça-feira, 2 de março de 2010

Próximo do aniversário do Rio de Janeiro foi cantar em outros terreiros Walter Alfaite.

Walter Alfaiate - sambista 07/06/1930 -27/02/2010

Walter Alfaiate - sambista 07/06/1930 -27/02/2010

Bom de corte e ritmo, alegre sempre sorrindo.

SACODE CAROLA
Helio Nascimento e Alfredo Marques

Mexe e remexe com jeito, carola
E deixa o papai te aplaudir

(Oi)
Sacode carola
Faz aquele de babado
Faz mais um jogo de samba, carola
E mete o teu sapateado
(Oi de babado e coisa e tal)

(Oi)
Sacode carola
Que eu quero ver sacudir
Mexe e remexe com jeito, carola
E deixa o papai te aplaudir

(Oi)
Sacode carola
Faz aquele de babado (faz)
Faz mais um jogo de samba, carola
E mete o teu sapateado
(Oi de babado e coisa e tal)

(Oi)
Sacode carola
Que eu quero ver sacudir
Mexe e remexe com jeito, carola
E deixa o papai te aplaudir

Esse teu requebrado (Oba!)
Me deixa abafado (Oba!)
Faz mais um bocado (Oba!)
Pro papai te aplaudir

\”Isquindin\”, meu benzinho (Oba!)
Faz mais um pouquinho (Oba!)
Faz mais um passinho (Oba!)
Pururu de samba

Quem o conheceu sempre se recordará da paz que transmitia.

Que faça muitas rodas de samba onde estiver e sacuda muitas carolas.

Luciano Menezes

Mallu Magalhães II

terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Mallu Magalhaes II

Mallu Magalhaes II

No Brasil sempre tem uma ou um novo artista que muitos gostam e outros tantos detestam.

Acredito ser o caso de Mallu Magalhães.

A seu favor estão as músicas que compõe e sua interpretação.

Não imita ninguém.

Contra ela o fato de compor em inglês num país em que poucos conseguem entender o que é dito em português, do que se dirá em outro idioma.

Mas o sentimento não está no idioma, e sim no toque que a gente sente quando ouve, depois é prestar atenção e ver que o sentimento é forte também na poesia e declarado com coragem.

Aos dezessete anos e compondo como gente que já sofreu mais.

Assim vejo o segundo disco da Mallu.

Siga em frente menina e boa sorte!

Ouçam com atenção: My home is my man, Shine yellow, Make it easy (“mamma”), Compromisso, Soul mate e É você que tem, pensando melhor ouçam todo o disco e depois repitam… e repitam… e repitam… é muito bom.

My Home is My Man

Composição: Mallu Magalhães

Oh, Donna
My home is my man
Try as hard as you can
I ain’t gonna leave him
No, c’mon!
My song is my land
and my body is my band
and I ain’t stop it!

Sweet, sweet Donna
I’m no longer aged ten
So listen to my plan
If you go I’ll come back
You know I want him all the time
You know I need him all the time
You know we keep dreaming all the time
You know we live it all the time
You know we do it
and I ain’t gonna stop it!
Do it as i try, try it as i’m living, leaving home is
flying, staying alone is lying
all the days are life, and all the stars are light
so if the hearts are beating, everybody can be loved
everybody’s feeling, everyone can do it
but none of them would try it, and it they do they’ll love it too
all the days are life,and all the lovers light
so if the hearts are beating avaerybody can get love.

Mallu ousei traduzir livremente:

Meu homem é meu lar

Versão livre: Luciano Menezes

Oh, Donna
Meu homem é meu lar
Voce pode tentar quanto quiser
que não vai leva-lo de mim

Não segunda-feira
Minha canção o prende
e meu corpo é sua metade
E eu não vou parar só por aqui

Donna sei que voce é doce
e eu não mais de 10 anos
ouça meus planos
quando voce se for eu chego junto

Você sabe que eu o quero todo o tempo
Você sabe que eu o preciso todo o tempo
Você sabe que nós sonhamos todo o tempo
Você sabe que nós vivemos todo o tempo
Você sabe que nos amamos e eu não vou parar com isso
Tente, tente mante-lo vivo, voando por todo o tempo da vida
todos os dias o mantenho vivo, e brilhando como as estrelas e seu coração batendo e cheio de amor
todos podem amá-lo
mas ninguém o ama e se dá como nos damos
mesmo que tentem ninguém irá conseguir manter o amor igual ao que fazemos e temos.
Todo dia, toda vida, ninguém pode iluminá-lo e ama-lo assim.

Luciano Menezes

PS: consultem também: Mallu Magalhães