Arquivo da Categoria ‘Declaração Fantástica’

O mau jornalismo apresentado na Globo – William Bonner

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A algum tempo atrás quando, se não me engano, o jornalista William Bonner publicou o livro “Jornal Nacional Modo de Fazer”, assisti o Alberto Dines no programa Observatório da Imprensa, realizar uma entrevista com William Bonner e nessa entrevista ficou para mim a impressão de que o se fala na internet da forma de agir do referido escritor/apresentador/jornalista não era verdadeiro e que o seu trabalho até que era bem feito. Se não me engano o Alberto Dines disse ter sido professor do Bonner e que seu trabalho era bom na condução do Jornal Nacional – Dines me convenceu.

livro William Bonner Jornal Nacional

livro William Bonner Jornal Nacional

Mas ontem ao assistir a primeira entrevista dos candidatos presidenciáveis em 2010 no Jornal Nacional, tudo foi por água abaixo, para mim o jornalista William Bonner não existe, pois o primeiro princípio para um jornalista é agir com clareza e sem subterfúgios.

A condução do programa pelo responsável (William Bonner) começou dizendo que o objetivo era fazer uma entrevista dura. A partir daí o que foi visto foi uma baixaria. Deixando de lado o jornalista/apresentador o William Bonner assumiu o papel de tentar destruir a candidata Dilma Rousseff, em todos os momentos a interrompia e tentava dizer o que ela deveria falar. Educadamente a Dilma Rousseff respondeu as perguntas feitas e ainda acrescentou o que achava que devia dizer. Contrariado o jornalista/apresentador calou-se. Com certeza a sua cara de raiva até o final do programa foi o que me levou a recordar a montagem do último debate Collor x Lula, em 1989, feito pelo Sistema Globo.

Creio que Globo deve pedir desculpas aos telespectadores, ou assumir que está em campanha eleitoral e tem outros objetivos – além de informar e participar desse momento democrático.

Acredito que os acertos para os debates estejam sendo realizados. Espero que a campanha da Dilma Roussef estabeleça que após o debate o mesmo não poderá ser apresentado em nenhum compacto ou jornal da Globo, ficando apenas o que aconteceu sendo visto sem edição no momento da apresentação do debate.

Confirmem o que assisti – é um espetáculo deprimente.
vídeo postado e permitido incorporado no Blog À partir da Globo, só consegui às 18:42 de 11/ago/2010 – Debate 09/agosto/2010

vídeo postado e permitido incorporado no Blog à partir do YOUTUBE desde o dia do debate


Pergunto-me qual o objetivo da desconstrução da candidatura Dilma Roussef ?

Acho que o objetivo é apenas um: tentar barrar o crescimento da candidata Dilma Rousseff.

Vejam na mesma Globo a entrevista da Dilma Roussef no Jornal das DEZ, noticiário da Globo News.

O questionamento existe mas feito de forma coerente.

Vejam a entrevista da Marina Silva no Jornal Nacional 10/agosto/2010 como agiu completamente diferente o BONNER.

Vejam a entrevista da Marina Silva no Jornal das DEZ 10/agosto/2010

As loucuras da era atual

domingo, 18 de julho de 2010

Não só de mortes trágicas e exuberantes vive o mundo atual, a sociedade a cada dia tem na imprensa a divulgação de bizarrices.

Alguns séculos atrás o que chamava a atenção era o hoem elefante (chegou a ser filme), a mulher barbada, o corcunda ou aqueles que nasciam com deficiências corporais, que eram expostos nas praças e em outras casas de exibição de gêneros estranhos. Dizem que até se pagavam algumas mulheres pobres, para que apertassem as suas barrigas para que os filhos nascessem com deficiências e más formações físicas para virarem mostruário do horror. Haviam casos de xífópago, cabeça grande e outros horrores. Sempre havia alguém querendo ganhar dindin com aberrações.

O mais comum e menos bizarro eram os faquis, que se expunham nas camas de pregos e diziam ficavam dias sem se alimentar.

Hoje em dia com as novas tecnologias os absurdos são piores, as aberrações passam, da mesma forma como antigamente pela hoje mais alta tecnologia médica.

Leiam a matéria jornalística publicado no Caderno ELA do jornal O Globo de 17/julho de 2010.

O Globo sábado 17 de julho de 2010 Página 6

Plásticas bizarras do momento

Site lista 12 cirurgias que estranhamente estão em voga
Carolina Isabel Novaes

O site Dailybeast.com listou as 12 cirurgias plásticas mais ridículas do momento, procedimentos de que nem se sabia a existência.
A primeira da lista é a plástica das covinhas. Você nunca sentiu inveja de quem tem covinhas fofas nas bochechas? Então, existe um método que cria covinha, tipo as da Cameron Diaz, as da Jennifer Garner… “O problema é quando a pele envelhecer, pode ficar um desastre”, alerta o cirurgião Michael Salzhauer, de Miami.

Em seguida: aquele buraquinho no queixo do Humberto Martins. Tem gente que quer porque quer ter buraquinho no queixo, logo cava um artificial, porque dizem que o original é genético, “passa de geração para geração”. O Michael Jackson comprou o seu.

Na sequência aparecem plásticas às quais quem assiste a “Dr. Hollywood” já está acostumado: gomos no abdome, para deixá-lo com aspecto de tanquinho; implante de cílios; plástica no umbigo; encurtamento dos dedos do pé, para parecer gueixa. Coisas normais. Até que surge o clareamento de dentes de criancinhas — quem liga para o fato de que os dentes vão mudar? Existem pais que querem seus filhos de 2 anos com dentes (de leite) branquíssimos.
Parece que a Britney Spears clareou os dentes de seu filho, Sean Preston.
Depois dessa, passa-se a considerar normal quem afina o tornozelo a fim de não ficar com perna de mesa de bilhar, ou quem põe colágeno na sola dos pés, para criar uma palmilha permanente e sair por aí achando uma delícia andar de salto alto. Agora, estranho, estranho mesmo é o implante de pelos pubianos: “Apesar de haver uma indústria de milhões de dólares dedicada à remoção de pelos, pentelhos são considerados um sinal de fertilidade em algumas culturas asiáticas”.
Alô, Cláudia Ohana! Dizem que o resultado fica natural, “apesar de preocupações com fungos e infecções bacterianas que possam ocorrer no local”. Eu, hein.

Para não ficar dúvida abaixo vai a página escaneada:

'Plásticas bizarras jornal O Globo Caderno Ela 17 de julho de 2010

Plásticas bizarras jornal O Globo Caderno Ela 17 de julho de 2010

De quem é a culpa?

domingo, 4 de julho de 2010

Uma das coisas que mais se costuma fazer quando ocorre uma derrota é buscar um culpado.

Dessa vez não há o que se discutir:

1) no futebol bola alta na pequena área é do goleiro;

2) quem cabeceia deve manter sempre os olhos abertos para ver onde enviar a bola;

analisem a foto a seguir e verifiquem o que está acontecendo:

O Júlio César goleiro do Brasil vai de olhos fechados na bola

O Júlio César goleiro do Brasil vai de olhos fechados na bola

Por mais que tivéssemos várias filmagens, as imagens fotográficas reproduzidas nos jornais não deixam dúvidas: o goleiro Júlio César do Brasil na Copa de 2010 vai na bola que está na sua área de olhos fechados e erra.

A partir daí o resto é o gol. Se não tocasse na cabeça do Felipe Melo, que também estava de olhos fechados, existiam dois holandeses abaixo dele esperando a bola para cabecear.

Mas o que aconteceu com a seleção brasileira só tem um responsável: DUNGA.

A incompetência e o autoritarismo, além do desconhecimento das relações humanas causou todos os problemas.

Agora é torcer para que realmente se forme um grupo para a COPA de 2014 que será em casa.

Mas ainda mais impressionante que a responsabilidade do gol ocorreu com a escolha do candidato a Vice-presidente do Serra, ler diretamente do Estado de São Paulo clique aqui mas o texto segue abaixo:

Na última hora, Serra cede ao DEM e aceita vice vinculado a Cesar Maia
Nome que valerá 3 minutos a mais no rádio e na TV para Serra é o do deputado Antonio Índio da Costa
30 de junho de 2010 | 20h 54

Christiane Samarco, Eugênia Lopes e Marcelo de Moraes, de O Estado de S.Paulo quinta-feira 01 de julho de 2010

BRASÍLIA – Sob pressão do DEM e diante do risco de desmonte da própria candidatura presidencial, o PSDB entregou ontem, ao partido aliado, o posto de vice-presidente na chapa do tucano José Serra. O nome que valerá 3 minutos a mais no rádio e na TV para Serra é o do deputado Antonio Índio da Costa (RJ), ligado ao grupo político do ex-prefeito do Rio Cesar Maia.

O acordo foi fechado no prazo limite permitido pela Lei Eleitoral. Se não houvesse entendimento até meia-noite de ontem, Serra teria de disputar a eleição contra a petista Dilma Rousseff apoiado apenas por PPS e PTB, além de seu próprio partido. Houve o consenso de que isso seria praticamente uma sentença de morte para a candidatura, já que as alianças regionais se desmantelariam e o tempo de propaganda na televisão ficaria reduzido à metade dos minutos que Dilma terá à disposição.

Foi a consciência desse quadro político que fez Serra, pessoalmente, reabrir a conversa com o DEM e rever a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para a vaga de vice.

Em uma demonstração de que a aliança estava pacificada, Serra desembarcou ontem, no início da noite, na convenção do DEM, em Brasília, para abençoar o vice. Anunciou Índio da Costa como um “político da nova geração” e “peça fundamental” na aprovação da Lei da Ficha Limpa. “Apresentamos aqui uma novidade que é um sinal de renovação e esperança para o nosso Brasil”, disse Serra. Antes de optar por Índio, Serra analisou duas outras opções do DEM, a vice-presidente do partido, Valéria Pires Franco, do Pará, e o ex-ministro Carlos Melles, de Minas.

Agenda. Com a chapa montada, a ideia da coordenação de campanha de Serra é mudar imediatamente de agenda. Esquecer o conflito entre os dois partidos e trabalhar para somar ao tucano características positivas trazidas por Índio para a campanha. O vice facilitará o discurso que pretende usar de contrapor sua campanha de “fichas limpas” à de um governo que supostamente tolera desvios éticos de aliados. “O Serra estava entusiasmadíssimo com o Índio, com o perfil dele associado ao Ficha Limpa”, contou o ex-governador de Minas Aécio Neves, que passou a madrugada em São Paulo, reunido com o presidenciável.

Já fez parte dessa estratégia o tom do discurso de estreia de Índio durante a convenção do DEM. Sob aplausos dos convencionais do partido, o escolhido criticou o inchaço da máquina pública e acusou Lula de “tratar mal os servidores públicos”.

Pouco conhecido do cenário político, o deputado do Rio atendeu a um dos critérios que Serra considerava interessante: ter um companheiro de chapa que representasse algo novo e jovem na política. Além disso, Serra também reconhecia que a escolha poderia ajudá-lo a colher votos no Rio, terceiro maior colégio eleitoral do País e onde sua candidatura vinha perdendo apoio.

A escolha de Índio também serviu de estímulo para que o DEM recuperasse a vontade de fazer campanha a favor de Serra. Depois que o tucano sinalizou com o veto à presença de um integrante do DEM na sua chapa, o partido se preparou para o desembarque da candidatura presidencial. Considerou que tinha sido humilhado pelos antigos parceiros do governo Fernando Henrique Cardoso e de oposição ao governo Lula.

Trânsito. Índio é um político com trânsito nas principais alas do DEM. Mesmo tendo sua origem política ligada a Cesar Maia, é um dos parlamentares mais próximos do líder do DEM, Paulo Bornhausen (SC). Seu perfil foi interpretado como ideal para unir o antigo PFL ao novo comando do DEM e com isso agregar as jovens e antigas lideranças da legenda.

Índio não fazia parte da primeira lista de “candidatos” do DEM para formar chapa com Serra. A lista tríplice original era formada pelos deputados José Carlos Aleluia (BA), Carlos Melles (MG) e pela vice-presidente do DEM Valéria Pires Franco (PA). O tucano acabou preferindo Índio. “Confesso que foi uma surpresa para vocês e para mim também”, admitiu o escolhido, ao se apresentar como candidato a vice na convenção do DEM que aprovou a coligação com Serra.

mas essa matéria jornalística diz pouco, na imagem abaixo voce poderá ler o acontecido. essa matéria cujo imagem vai abaixo o Jornal Estado de São Paulo só imprimiu não disponibiliza na internet, por esse motivo vai escaneada para ler em tamanho normal clique na imagem abaixo:

FHC implodiu Álvaro Dias jornal Estado de São Paulo folha A6  01/julho/2010

Agora a eleição presidencial não permite mais erros. A candidata Dilma Roussef já começou a aparecer nas pesquisas realizada pelo IBOPE e DATAFolha em queda.

é Importante o controle dessas pesquisas que já começam a ser feitas quase que semanalmente quando antes não tinha muita periodicidade.

O dia seguinte

sábado, 3 de julho de 2010

Hoje eu acordei triste e feliz.

Triste porque o futebol brasileiro foi destruído por um déspota, que se vangloria de ter prendido durante 52 dias um grupos de homens brasileiros, atletas e que jogam futebol.

Essa foi a única maneira que ele conseguiu mostrar porque não entende o que não viveu.

aonde foi que eu acertei?

aonde foi que eu acertei?

Quem é hiena sabe porque ri.

Feliz porque um ser apelidado de um personagem de história infantil saiu de cena.

Feliz porque temos a possibilidade de rever o futebol arte de novo sendo jogado pelos atletas brasileiros.

O dia do touro

domingo, 23 de maio de 2010

Sei que a gente fica chocada com a cena mas tem vezes que o dia é do touro e o dia 21 de maio de 2010 foi impressiopnante.

O toureiro espanhol Julio Aparicio,41, de Sevilha, o dia do touro em Las Ventas, em Madri.

O toureiro espanhol Julio Aparicio,41, de Sevilha, o dia do touro em Las Ventas, em Madri.

vejam o vídeo

DUNGA – o inverossímil

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Toda vez em que por algum motivo eu tenho alguma rejeição a qualquer coisa, fico muito tempo encucado e termino, quando não encontro explicação, atribuindo ao dito popular que o meu santo não cruzou com o outro santo.


A melhor seleção de futebol que já vi jogar - 1982

A melhor seleção de futebol do Brasil que já vi jogar - 1982

A pior seleção de futebol do Brasil que vi jogando - 1994

A pior seleção de futebol do Brasil que vi jogar - 1994


O DUNGA foi um caso desses, em que meu santo e o dele não se cruzam, e até hoje não tinha explicação..

Nunca gostei do DUNGA como jogador, nem no clube e nem na seleção e foi com certa amargura que o vi levantar  a taça de uma copa que na cabeça da maioria dos brasileiros e até de certa forma na imprensa, fica relegada a um segundo plano. Foi uma conquista sem brilho com o técnico Carlos Alberto Parreira e o Coordenador Técnico Mário Jorge Zagallo, que cumprindo sua premonição: tivemos que engolir. Foi um custo e sofrimento imenso aguentar esse tipo de joguinho, prefiro perder como aconteceu com a seleção de 1982 (a melhor seleção que vi jogar em 60 anos) que trouxe a alegria de volta ao futebol brasileiro e ganhar como em 2002 que confirmou que nosso futebol está intrinsecamente ligado a arte e a beleza futebolística da alegria.

o capitão DUNGA - 1994

o capitão DUNGA - 1994

Conquista do título mundial em 2002 pelo Brasil

Conquista do título mundial em 2002 pelo Brasil


Mas voltando ao início, ontem não ouvi, nem vi a convocação da seleção brasileira, para mim seria uma mesmice, e só não foi – pela convocação do Grafite, que conquistou a vaga jogando por pouco na seleção.

Como nem sabia quem tinha sido convocado, um sobrinho me contou que ouvira muita bobagem falada pelo DUNGA, e me declarou o que abaixo vai escrito e que hoje confirmei na imprensa:

Apartheid “Andaram falando que eu era a favor do Apartheid. Só pode ser brincadeira. Não poderia nunca dizer isso, pois não vivi isso. Não posso falar da ditadura pois não vivi aquela época, assim como não posso ficar falando da escravidão.

Só quem passou por estes momentos é que está capacitado para falar como era.”

Com essas declarações o DUNGA acabou com o passado e com o futuro pois um se constrói à partir do outro.

Certa vez assistindo o DUNGA em campo, comentei que nunca o convocaria ou escalaria como jogador – se fosse técnico e acrescentei que ao vê-lo eu me lembrava dos filmes de guerra e dos oficiais alemães. Quem estava ao meu lado perguntou qual era associação que eu fazia para ter essa imagem. Respondi que achava que o seu tipo físico me lembrava o que o cinema mostrava sendo o padrão de oficial alemão, o seu corte de cabelo e etc. mas hoje ao ler as declarações, acho que foi premunição. As suas declarações de comprometimento e obediência, mostram o que representa a era DUNGA no futebol brasileiro. Talvez até esteja de acordo com o lema “Ordem e Progressso”, mas prefiro para o nosso futebol a alegria e  a “desordem objetiva” dos meninos do Santos F. C. que não foram convocados e perseguem assim a vitória a qualquer custo… a qualquer custo não – pois não deixam de lado a alegria.

Com certeza essa não é a perspectiva de qualquer time que o DUNGA de as cartas.

Abaixo segue a reprodução do texto, na íntegra, da matéria escrita por Chico Otavio no jornal O Globo Caderno de Esportes de 11 de maio de 2010 na página 2, sobre a entrevista do DUNGA .
Uma canelada na história do Brasil
Filho de professora, técnico não sabe dizer se escravidão ou ditadura foram boas ou ruins

Chico Otavio

Dunga disse que seguiu um conselho da mãe, professora de história e geografia, ao esconder da imprensa a visita que faria ao líder africano Nelson Mandela, em fevereiro:Tem de ser educado.

Quando for convidado para a casa de alguém, não leve ninguém sem que o dono lhe dê permissão”. Porém, na coletiva de ontem, o técnico da seleção entrou por terrenos que lhe são estranhos e, pior, sem ser convidado. Além de reviver o apelo à pátria de chuteiras, próprio do pensamento autoritário, ele se referiu à escravidão e à ditadura militar como períodos da história do país que só podem ser julgados por quem os viveu.

O discurso do técnico, extraído das preleções com a equipe, abusou de expressões nacionalistas.Temos de sofrer, de sangrar, pontificou. Para explicar sua filosofia, bradou:Todos da seleção estão preparados para se doar ao país”. Ao apelar à torcida, pediu: “Se não gostar de mim, de uma ou outra escolha de seleção, que goste do Brasil. Nos incentive”.

Dunga, o filho da professora de história, foi ainda mais longe ao se defender de uma suposta acusação (que ninguém sabe quando e onde foi feita) de que seria favorável ao retorno da África do Sul ao regime do apartheid. Querendo ser enfático, garantiu que jamais fizera tal defesa porque…. não vivera o apartheid. Isso mesmo: Dunga não julga o que não conhece.

Não quer cometer injustiças.

— É a mesma coisa do que falar da época da escravidão. Era boa, era ruim? Não sei. Não vivi. Como vou falar da época da ditadura, se não vivi? Posso dar meu parecer.

Mas quem esteve lá, sofreu, esse sim pode nos dar a opinião. Não posso dizer se a ditadura era boa ou ruim ou que eu quero que volte. Só quem viveu pode nos dar a resposta — alegou, em tom de repreensão aos críticos.

Assim sendo, os que viveram ou estudaram os dois períodos — e, como muitos brasileiros, acompanharam ontem a divulgação dos 23 eleitos por Dunga, saíram em socorro do técnico. Para eles, as referências políticas só serviram para reforças as críticas esportivas, provocadas pela ausência de Neymar e Ganso: — Dunga, como jogador, mostrou ter caráter e personalidade. Mas ao aventurar-se por outros terrenos, disse bobagens.

É perigosa sua noção de patriotismo.

É próprio do pensamento autoritário identificar equipes esportivas com nações.

Hitler tentou fazer isso na Olimpíadas de 1936. Os militares brasileiros o imitaram na ditadura, buscando transformar a vitória da seleção na Copa na vitória da pátria e do regime — disse o jornalista Cid Benjamim, ex-militante da luta armada que assistiu à Copa de 70 numa cela.

— Dunga, como gaúcho, deveria saber que a base da economia de seu estado no século XIX, o charque, foi montada com mão de obra escrava, a custa de muito sofrimento.

O sistema se sustentava na falta absoluta de direitos humanos e cidadania — disse o antropólogo Flávio Gomes, especialista em escravidão.

— O que distingue o homem dos animais quadrúpedes é a memória. Não pode haver dúvidas com relação ao apartheid, à escravidão ou à ditadura — disse o ex-preso político (que viu duas Copas atrás das grades) e atual cronista esportivo Nelson Rodrigues Filho.

Caetano Veloso articulista político de O Globo

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Há muito que não tínhamos novidades com relação a Caetano Veloso, que ontem estreou como articulista do jornal O Globo.

Em seu primeiro artigo mostrou logo a que veio, tendo vista as eleições nacionais do Brasil, O Globo contratou Caetano que veio idolatrar mais uma vez o ACM. Falhou na forma e no conteúdo, que sempre utiliza para  causar furor. Os seus arroubos não mais causam indignação é apenas a constatação que perdeu o viço.

Quem durante todo a existência combateu a ordem vem defender o indefensável “Aproveitar o aproveitável de ACM e fazer melhor“, a rima não está correta e a troca do advérbio pelo adjetivo não esconde o objetivo.

A fluência de Caetano escritor, se perde ao se misturar nas ideologias do endeusamento – “ACM voltou em glória nas eleições seguintes“, para o bem da política brasileira ACM deve ser lembrado para nunca mais ser imitado ou seguido.

Ó Pai, ó!” é recuperação da cultura baiana registrada nos livro de Jorge Amado, em breve teremos no cinema “Quincas Berro d’água” que remonta a uma realidade totalmente baiana e antes do “axé música”, afinal a Bahia continua viva e com muitas Gabrielas. Negar a cultura local é talvez querer trazer o Pelourinho para um filme realizado sob os holofotes da cultura de massas importada de Hollywood, e hoje essa cultura se mostra decadente. Os atuais filmes brasileiros e argentinos mostram leveza profundidade e comprometimento com a cultura nacional, apesar de independentes e livres, assimilam muito bem tecnologia moderna e representam os movimentos culturais, fortalecidos no Brasil, pelo governo atual.

Apesar de morar no Rio de Janeiro, aparentemente tenta mostrar conhecer os movimentos culturais que revitalizaram a Lapa. Esse movimento surgiu sem apoio de ninguém – iniciativa privada ou governamental. Somente um movimento de recuperação do samba e a dedicação de muitos que hoje são deixados à margem, trouxe de volta a boêmia pra Lapa. Hoje a inciativa privada está considerando um local de bons investimentos e o poder público que tentou monoliticamente enquadrar a Lapa foi vencido pela participação popular. No início foram apenas os sonhadores que queriam ver a Lapa voltar a ser a Lapa, e como sonho foi absorvido por jovens compositores e músicos que se dedicam a manter vivo o samba, o choro e todos os ritmos  que embalam as noites lapianas e tornaram realidade o que hoje se vive em volta dos Arcos da Lapa.

A ideologia não é torcida, nem nunca pretendeu ser organização que apenas faz festa. A ideologia tem atrás dela a vinculação da exploração humana para aumentar seu lucro, ou, dividir o lucro e aumentar a sociedade de bem estar para todos. E a receita de ACM estava e continua vinculada, pelos seus seguidores, a dar condições de maior lucratividade aos que detém o poder financeiro em detrimento do aumento e da participação de mais pessoas nos benefícios sociais.

Essa talvez seja a confusão causada ao pregar que devemos “Capturar as forças regenerativas da sociedade e trabalhar a partir delas”. Politicamente devemos dar condições e permitir que a maioria da população deixe fluir seus desejos e torne assim seus sonhos realidade. E consiga controlar os inescrupulosos e mostrar que o maior objetivo é o bem estar de todos.

Caetano Veloso
Caetano articulista de O Globo
articulista de O Globo

Política: o Largo da Ordem
Caetano Veloso 09 de maior 2010

Quando disse a Leminski, no começo dos anos 70, que me encantava a recuperação do Largo da Ordem, no centro de Curitiba, ele riu: “Você adora enganações feitas para a classe média.” Respondi que adorava mesmo. Sempre à esquerda, Leminski via limpeza, iluminação, policiamento e restauração de prédios como maquiagem — e olhava com desconfiança meu interesse por Jaime Lerner, o então prefeito da cidade que fora indicado pelo governo militar. Eu odiava o regime — e desprezava os que chegavam ao poder em acordo com ele. Mas não via o Largo da Ordem como enganação.

Bem, talvez se pudesse dizer que aquilo se dirigia à classe média. Mas eu ri ao dizer diante da cara do poeta: “Eu sou classe média.” O que de fato pensei foi: se se fizesse algo assim com o Pelourinho, o Brasil decolaria — ou estaria mostrando que já decolara. Era sonhar demais.
Ainda nos 70, os sobrados da área estrita do Largo do Pelourinho foram restaurados.

Lembro duas reações negativas: Candice Bergen e Décio Pignatari. Em ocasiões diferentes, ouvi de ambos: “Parece a Disneylândia.” Eu próprio, diante das tintas plásticas usadas, apelidei o novo Pelourinho de Giovanna Baby.

Mas a verdade é que, tendo crescido em Santo Amaro, eu não achava artificial uma rua com casas antigas pintadas com tintas novas: era o que acontecia ali a cada fevereiro, mês de Nossa Senhora da Purificação. Achei que Candice e Décio pensavam que casa velha tem que ter limo e reboco caindo. Décio, de Sampa, queria velharia mais “autêntica”. Candice, de Los Angeles, reviu o que expõe a artificialidade de sua terra natal: Disneylândia.

Já eu só via o esboço de realização da promessa do Largo da Ordem.

Nos anos 90, toda a região do Pelourinho ga nhou o tratamento que eu imaginara utópico em 1972. Há queixas contra os métodos usados para a retirada dos moradores.

Há a frase bonita de Verger: “Devia se erguer no Pelourinho um monumento às putas.” Elas é que mantiveram de pé esse pedaço da cidade.

Em 1960, vendo a harmonia de formas exibida em matéria deteriorada, eu me sentia fascinado também pela degradação dos habitantes. A prostituição mais anti-higiênica manteve os sobrados de pé. Casas sem moradores caem. As do Pelô exibiam as marcas da decadência da humanidade que as povoava e as mantinha erguidas.

ACM é um nome que se evita — a não ser que se queira xingá-lo ou adulá-lo. Medir objetivamente seu legado é anátema. Tou fora. Truculento, vingativo, populista, Antônio Carlos Magalhães era o tipo de político de que desejei ver a Bahia e o Brasil livres.

Fiz-lhe sempre oposição. Cantei nos comícios de Waldir Pires, que se elegeu governador.

Mas Waldir uniu-se com parte da oligarquia rural que odiava ACM desde sempre. O vice de Waldir era um representante dessa oligarquia.

Waldir mal esquentou a cadeira: saiu para tentar ser vice na candidatura furada de dr. Ulysses. ACM voltou em glória nas eleições seguintes.

A essa altura, ele já tinha feito as avenidas de vale (um projeto de 1942), ligando entre si partes distantes da cidade (outrora com tráfego apenas nas cumeadas). E atraído quadros de alto nível técnico. Na sua volta, retomou os trabalhos do Pelourinho, que floresceu. O escolhido para dirigir o projeto foi o antropólogo Vivaldo da Costa Lima. Vivaldo, cujo amor pela cultura do povo baiano não pode ser superestimado, não acolheria decisões malévolas.

Seja como for, a restauração, com os atrativos para quem quisesse estabelecer negócios ali, mudou a cara da cidade. Jovens que até os anos 80 nunca tinham ido ao centro histórico lotavam os bares do Pelourinho. Isso deu ao baiano uma nova autoimagem.

O atual governo do PT precisaria se posicionar de forma clara face ao legado de ACM. Sentir que talvez haja desprezo pelo Pelourinho deprime.

A explicação dada é que as facilitações oferecidas aos negociantes que ali se estabeleceram são artificiosas.

O secretário de Cultura, meu a m i g o M á r c i o Meirelles, é o responsável pelo destino da área.

Diretor do Bando de Teatro Olo dum, Márcio nos deu “Ó paí, ó!”. O elenco que ele reuniu é um espanto de vitalidade.

Mas, nesse e em outros espetáculos do grupo, o sarcasmo relativo à reforma do Pelourinho vinha colorir o ódio a ACM. Eu adorava a peça assim mesmo.

Arte é coisa séria. Aquelas pessoas falando e se movendo daquela maneira estão, na verdade, mais sintonizadas com as forças que fizeram possível a recuperação do Pelourinho do que com a demagogia que por vezes se comprazem em veicular contra ela.

Depois vieram o Recife Velho, o Centro de São Luís, algo do Centro de São Paulo — e sobretudo veio vindo a Lapa.

A iniciativa privada se achegou, a Sala Cecília Meireles dera a largada, o Estado entrou com o trato dos arcos, iluminação, policiamento — e temos uma mostra de como nos vemos nestes anos FHLula.

O governo petista da Bahia deveria tomar o Pelourinho como uma joia a ser cuidada. Aproveitar o aproveitável de ACM –— e fazer melhor. Não é saudável fazer com os benefícios aos negociantes aderentes o que Ipojuca Pontes fez com o cinema ao acabar com a Embrafilme.

Esse privatismo repentino soa suspeito. O abandono do centro histórico tem parte no aumento da criminalidade.

Política para mim é isso. Capturar as forças regenerativas da sociedade e trabalhar a partir delas. Não se atar a facções ideológicas como a torcidas de futebol — nem, muito menos, a grupos de interesses inescrupulosos.

Há a frase bonita de Verger: “Devia se erguer no Pelourinho um monumento às putas”

 

Pesquisa IBOPE e DATAFOLHA para eleição presidencial semelhantes

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Após ouvir na Rede Globo a nova pesquisa do IBOPE notei que era muito semelhante  à pesquisa da DATAFOLHA onde DILMA também está à frente do Serra na pesquisa espontânea.

Porque será que somente agora a pesquisa espontânea começa a aparecer.

Qual é a influência real da divulgação das pesquisas ?

Lei o Blog Mulheres com Dilma
e confiram a pesquisa do IBOPE no sítio da CNI: clique aqui e veja a íntegra da pesquisa divulgada pela CNI

Quarta, 17 de março de 2010

Dilma vence Serra na pesquisa espontânea divulgada pelo Ibope


Acordamos hoje com uma boa notícia: a nossa Dilma está apenas a cinco pontos do pré-candidato José Serra, que já concorreu à presidência em 2002. Curiosas, fomos buscar a pesquisa encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), realizada pelo Ibope. Na pesquisa espontânea, em que o entrevistador não cita nenhum nome e pede ao eleitor que diga em quem votaria, Dilma está 4 pontos à frente de Serra – 14% a 10%. Considerado apenas o eleitorado feminino, Dilma obteve 11% e Serra 9%.

Outro dado positivo vem na pesquisa estimulada, ou seja, quando o pesquisador indicou o nome dos pré-candidatos. De dezembro até março, a vantagem de Serra sobre Dilma desabou de 21 pontos para apenas cinco. Dilma subiu 13 pontos percentuais – de 17% para 30% das intenções de votos. José Serra, por sua vez, perdeu três pontos no mesmo período, caindo de 38% para 35%. Alem disso, o índice de rejeição da ministra caiu de 41% para 27%.

Dilma cresceu junto aos eleitores de todas as regiões. No Nordeste, 69% dos entrevistados declararam que votarão nela. A pesquisa, em que IBOPE entrevistou 2002 pessoas em 140 municípios, informa também que a possibilidade de crescimento de Dilma, pela popularidade do presidente Lula, continua alta. Nada menos do que 53% dos eleitores afirmaram que vão votar no candidato apoiado pelo presidente Lula, ou seja, na nossa ministra Dilma.

Mas, pasmem! Apesar de uma mulher aparecer, pela primeira vez, no topo nas intenções de voto. A maioria dos eleitores de Dilma são homens. Na pesquisa estimulada, por exemplo, 36% deles disseram que preferem a Dilma para presidente, contra 25% das mulheres. Vamos reagir, mulheres!

Confira aqui a íntegra da pesquisa divulgada pela CNI.

por Mulheres com Dilma

Texto retirado da página da CNI na pesquisa do IBOPE

•Percentual de indecisos na pesquisa espontânea é de 42%
•Na pesquisa estimulada, Dilma cresce 13 pontos percentuais na comparação com a pesquisa de dezembro de 2009
•Serra mantém-se à frente, mas diferença cai de 21 para 5 pontos percentuais
• Serra tem vantagem em todas as simulações de segundo turno
• Mais da metade dos brasileiros (53%) prefere votar em um candidato apoiado pelo presidente Lula •42% dos entrevistados desconhecem quem é o candidato apoiado pelo presidente Lula

A REDE GLOBO faz CAMPANHA do SERRA no FANTÁSTICO

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Globo ontem no programa FANTÁSTICO fez uma grande propaganda do candidato do PSDB-DEM-PPS:

1) usando a desculpa de o Fantástico fazer 45 anos lançou a propaganda (45 é o número do PSDB)

2) depois colocou os artistas que frisavam a todo instante que a Globo pode mais igual ao Serra

vejam o vídeo usem o Real Player é de graça.

Campanha de 45 anos do FANTÁSTICO da Globo é pró SERRA. Pode baixar o: (arquivo flv) (arquivo avi)

Campanha da Globo para Serra feita no Fantástico em 18/abr/2010

Campanha da Globo para Serra feita no Fantástico em 18/abr/2010

PSDB

PSDB


19/04/2010 19h02 – Atualizado em 19/04/2010 19h16 (veja na fonte o cancelamento da campanha quando foi flagrada)

Rede Globo suspende campanha de comemoração de 45 anos

Integrante da campanha de Dilma diz que vinheta faria propaganda disfarçada de Serra. Rede Globo afirma que campanha foi feita em novembro de 2009.

Do G1, em Brasília

A Rede Globo suspendeu nesta segunda-feira (19) a veiculação da campanha em comemoração aos 45 anos da empresa. Pela manhã, Marcelo Branco, coordenador de internet da campanha da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou em sua conta no Twitter que “ele e toda a rede” enxergavam na campanha da Globo uma mensagem subliminar em apoio ao pré-candidato do PSDB, José Serra, número 45.

Em nota, a Rede Globo diz que “o texto do filme em comemoração aos 45 anos da empresa foi criado – comprovadamente – em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas muito menos slogans. Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada. Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação da campanha.”

Cidade Lagoa

quarta-feira, 7 de abril de 2010

No vídeo abaixo coloque o cursor onde marcar 5:40 e ouça uma música que fala da cidade cheia de água.

Música composta na decada de 50 fala do Rio de Janeiro.

Cidade Lagoa
Jards Macalé
Composição: Cícero Nunes, Sebastião Fonseca

Esta cidade, que ainda é maravilhosa,
Tão cantada em verso e prosa,
Desde os tempos da vovó.
Tem um problema, crônico renitente,
Qualquer chuva causa enchente,
Não precisa ser toró.
Basta que chova, mais ou menos meia hora,
É batata, não demora, enche tudo por aí.
Toda a cidade é uma enorme cachoeira,
Que da Praça da Bandeira,
Vou de lancha a Catumbi.
Que maravilha, nossa linda Guanabara,
Tudo enguiça, tudo pára,
Todo o trânsito engarrafa.
Quem tiver pressa, seja velho ou seja moço,
Entre n’água até o pescoço,
E peça a Deus pra ser girafa.
Por isso agora já comprei minha canoa,
Pra remar nessa lagoa, toda a vez que a chuva cai,
E se uma boa me pedir uma carona,
Com prazer eu levo a dona,
Na canoa do papai.