Manutenção e moradia no Rio de Janeiro.

15 de maio de 2012

Hoje pela manhã mais um prédio desabou no centro do Rio de Janeiro.

 

Sede do Bola Preta na Rua do Lavradio o telhado e o segundo andar caíram

 Prédio do Cordão da Bola Preta onde desabou o telhado e o segundo andar

O que aconteceu dessa vez foi que a o Cordão da Bola Preta depois que perdeu a sua sede na Av. 13 de maio, recebeu em comodato do Governo do Rio de Janeiro prédio na esquina das ruas da Relação e Lavradio.

Recebido em 2009 até o presente momento o Cordão da Bola Preta cobriu uma parte do terreno onde faz shows durante o ano e entrou no projeto de ajuda às Escolas de Samba e recebeu cerca de três milhões para a reforma. Uma liminar impediu que a verba destinada ao Bloco pela Prefeitura fosse utilizada para recuperar os prédios e agora ocorre o desabamento.

No centro do Rio de Janeiro, vários prédios tombados são abandonados e caem, a partir daí os donos tentam construir ou transformam o espaço do terreno em estacionamento.

A Prefeitura deve negar autorização para novas construções. Com o objetivo de manter os prédios antigos deve encaminhar para aprovação na Câmara de Vereadores um projeto em que, prédios que venham a cair por abandono ou falta de manutenção devem ser reconstruídos com as mesmas características. Essa medida fará com que os donos dos prédios passem a cuidar melhor do que lhes pertencem. Uma outra medida deveria ser dobrar o IPTU aos que transformaram os espaços vazios em estacionamento até que sejam reconstruídos com as mesmas características.

Medidas como as sugeridas acima, deveriam ser acompanhados por exemplo por um projeto que destinasse o terreno, quando os donos ficassem inadimplantes com o IPTU, a autorizar a recontrução de prédios com as mesmas fachadas dos que ali tinham sido destruídos e internamente seriam adaptados para moradia. Essas construções devem ser construídas com quem se habilitar para morar em apartamentos que seriam financiados pelo poder público.

Um projeto desse tipo não só produzirá o aumento de empregos como ajudará em resolver o problema da falta de habitação. Deverá ser observado que quem adquirir esses apartamentos não poderá vende-los e somente residir neles. Da mesma forma, a aquisição só poderá ser feita por pessoa fisica que não tenha casa própria, dando preferência as famílias com filhos e após verificar as condições financeiras para a aquisição da casa própria. Também permitirá que o Centro do Rio passe a ter mais residências.

Muitas construções no centro do Rio de Janeiro estão mal conservadas e devem ser fiscalizadas e notificadas pela Defesa Civil logo que começar a mostrar que estão mal conservadas.

Uma mostra de vários prédios em mal estado de conservação, outros em obra e prédios novos estão disponíveis aqui.

Vila na Rua do Lavradio

Vila na Rua do Lavradio

Casarão na Rua do Lavradio datado de 1918

Casarão na Rua do Lavradio datado de 1918

Escola da Prefeitura em obras de conservação

Escola da Prefeitura em obras de conservação

Escola da Prefeitura em obras de conservação detalhe da foto anterior

Escola da Prefeitura em obras de conservação detalhe da foto anterior

Casarão na Rua do Senado

Casarão na Rua do Senado

Fachada em obras interior todo demolido Av. Gomes Freire

Fachada em obras interior todo demolido Av. Gomes Freire

Prédio em construção Av. Henrique Valadares, Rua dos Inválidos e Rua do Senado

Prédio em construção Av. Henrique Valadares, Rua dos Inválidos e Rua do Senado

Casa reconstruída que teve a frente demolida onde se instalava um árvore Rua Tadeu Kosciusko

Casa reconstruída que teve a frente demolida onde se instalava um árvore Rua Tadeu Kosciusko

A sede do Bola Preta na Rua da Relação no final o trecho que desabou.

A sede do Bola Preta na Rua da Relação no final o trecho que desabou.

Sociedade Brasileira de Belas Artes Centro no Rio de Janeiro. Rua do Lavradio, 84. Prédio localizado em frente ao Bola Preta que desabou.

Sociedade Brasileira de Belas Artes Centro no Rio de Janeiro. Rua do Lavradio, 84. Prédio localizado em frente ao Bola Preta que desabou.

O modo de governar – ELDORADO de IMPUNIDADE!

14 de maio de 2012
jornal Estado de São Paulo Aliás a Semana revista 13 de maio de 2012

jornal Estado de São Paulo Aliás a Semana revista 13 de maio de 2012

A notícia é chocante  (lembrei o caso Pinheirinho em São Paulo).

Um dos grandes problemas que quem governa tem é: administrar as disputas entre grupos antagônicos, ou que possuem objetivos políticos diferentes.

O GOVERNO deve ser aquele que consegue manter a paz entre os governados e não fechar os olhos para as grandes divergências.

A visão política de um governo se mostra quando decide optar pelos mais fracos ou pelos mais fortes. Essa hoje é a linha divisória que coloca um partido à direita ou esquerda. Muito embora muitos tenham caído no canto da sereia que a divisão não mais existe.

Quando a catástrofe não pode ser negada até quem às vezes esconde mostra a realidade.

Leiam o texto original impresso em PDF que o jornal Estado de São Paulo publicou no domingo – ELDORADO DE IMPUNIDADE – clicando aqui, ou leiam o texto abaixo, até hoje o partido que era o Governo no Estado do Pará na ocasião  nada declarou sôbre o ocorrido, e em assim sendo, não deve discordar do que foi feito.

Eldorado de Impunidade

(http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,eldorado-de-impunidade,872167,0.htm?reload=y)

Passados 16 anos da chacina de 19 sem-terra no Pará, dois responsáveis cumprirão pena. E os outros?

12 de maio de 2012 | 16h 00
Eric Nepomuceno

Na tarde de segunda-feira, 7 de maio, o coronel Mário Colares Pantoja, da Polícia Militar do Pará, foi preso. Tinha passado pela mesma experiência em novembro de 2004. Naquela ocasião, ficou detido numa sala, não cela, de um quartel da Polícia Militar em Belém. No dia 23 de setembro de 2005, foi solto: uma decisão do ministro Cezar Peluso, do STF, assegurou a ele o direito de recorrer em liberdade. Flanou por aí até agora. Condenado a 228 anos, esgotou seus recursos, depois de 16 anos do seu crime.

 - Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE

Também foi recolhido num quartel da mesma PM o major aposentado José Maria Pereira de Oliveira, condenado a pena mais branda: 158 anos. Outra experiência, em todo caso, uniu para sempre a história dos dois. Aconteceu num fim de tarde de abril de 1996. Convém lembrar:

Por volta das seis da tarde da quarta-feira, 17 de abril de 1996, o coronel Pantoja recostou-se sobre o para-lama de uma camionete D-20 bordô estacionada à beira de uma estrada do interior do Pará, na altura do quilômetro 96 da rodovia PA-150, um lugar conhecido como Curva do S, a uns 9 quilômetros de Eldorado do Carajás e a quase 800 da capital, Belém.

Tinha 49 anos de vida, 28 de Polícia Militar, e estava exausto. Respirava pela boca, fazendo um ruído de fole. Suas mãos se sacudiam em movimentos desarticulados. Os dedos estavam brancos, de tanta pressão sobre o cabo de um revólver Taurus calibre 38, de seis tiros.

Havia cheiro de pólvora e de pânico no ar, e, espalhados pelos arredores, 19 cadáveres. Pouco depois, dentro do ônibus que os levaria de volta a Marabá, o coronel virou-se para seus comandados e falou, em voz alta e clara: “Ninguém sabe nada, ninguém viu nada. Todos calados”.

Durante as investigações, o coronel desmentiria ter dito isso alguma vez. Ele se esqueceu de que havia testemunhas.

Os mortos foram amontoados na caçamba da camionete D-20. Eram 18 cadáveres e um ferido, Inácio Pereira, de 56 anos. Derrubado por policiais no meio do tumulto de tiros, gritos, bombas e pancadas, foi pisoteado, chutado um sem-fim de vezes, e ficou no chão feito morto. Passado o tempo, ouviu como alguém dava a ordem de botar os corpos na camionete. Um desses corpos era o de seu filho Raimundo, mas Inácio não sabia. Agarrado pelos braços, foi arrastado e jogado na pilha de cadáveres na caçamba da camionete. O corpo morto do filho estava embaixo dele. Em cima, foi atirado outro homem. Inácio continuou num silêncio de pavor, e ouviu que o homem gemia e dizia coisas sem sentido. A cabeça do homem pendeu sobre o pescoço de Inácio, que não conseguia entender o que ele sussurrava entre gemidos. Então alguém aproximou-se com uma lanterna e, à queima-roupa, disparou duas vezes contra aquele homem. Inácio sentiu como o corpo se sacudia em espasmos velozes e finalmente serenava. Sentia o sangue do homem gotejar em seu corpo. Ainda não sabia que, debaixo dele, e se empapando do mesmo sangue, estava o corpo de seu filho.

Esse relato, parte do livro O Massacre – Eldorado do Carajás: uma História de Impunidade, que escrevi e a editora Planeta publicou em 2007, é a reconstrução – baseada nos autos do processo, em cerca de 54 horas de gravações, em quase 20 mil páginas que integram os dois inquéritos policiais – do que aconteceu naqueles confins do interior do Pará na tarde de 17 de abril de 1996. Foi uma matança calculada. Dos 19 mortos, 13 eram dirigentes ou coordenadores do MST. Dez levaram mais de um tiro. No total, foram 37 ferimentos de bala. Pouco menos de metade dos mortos também foi atingida por golpes de arma branca, e mostravam ferimentos extensos e mutilações.

As fotografias dos corpos, feitas por legistas que trabalharam sem luz no necrotério em diversos momentos e num salão cheio de policiais militares, ainda assim não deixam dúvidas quanto à violência.

José Ribamar Alves de Souza, de 22 anos, por exemplo. O tiro que esfacelou seu crânio foi disparado de cima para baixo e de trás para diante. O que acertou seu abdômen foi da direita para a esquerda, também de cima para baixo. Ou seja, ele estava no chão quando foi atingido.

Antônio Alves da Cruz levou dois tiros, mas morreu de outra causa: uma lâmina provocou uma forte hemorragia interna, “com explosão do coração e do pulmão esquerdo”, no macabro linguajar do laudo pericial.

Oziel Alves Pereira, 17 anos, levou quatro tiros. Um atravessou sua cabeça, de trás para diante. Uma testemunha conta que o major Oliveira disparou dois tiros com um revólver calibre 38, quando Oziel já estava caído, depois de ter levado um tiro na nuca.

João Carneiro da Silva não morreu de tiro, morreu com o crânio esmagado. Sua mão esquerda quase foi decepada. Um soldado atacou-o com um pedaço de pau pontiagudo, atingindo-o diversas vezes na cabeça. Finalmente, cravou a ponta do pau na sua testa.

Esse foi o resultado da ação de 155 homens de dois grupos da Polícia Militar do Pará. Parte veio de Marabá: 85 homens, comandados pelo coronel. Outra parte veio de Parauapebas, comandada pelo major. Pantoja foi o chefe máximo da operação. Partiu dele a ordem dada a Oliveira: só começar a disparar depois de ouvir a tropa de Marabá atirando.

Agora ambos estão presos. Mas e os outros responsáveis? Há pelo menos cinco perguntas que, ao permanecer sem resposta, comprovam a impunidade que impera neste país de absurdos:

1) Quem deu a ordem de desimpedir a estrada, ou seja, dissolver a manifestação de umas 2.500 pessoas – mulheres, jovens, velhos, homens, crianças – mobilizadas pelo MST foi o governador Almir Gabriel. Seu secretário de Segurança chamava-se Paulo Sette Câmara. O comandante-geral da PM do Pará era o coronel Fabiano Lopes. Por que nem o governador, nem o secretário, nem o comandante da PM foram ouvidos no processo?

2) A PM do Pará, e não se trata de uma exceção no cenário brasileiro, tem fama de mal paga, mal preparada, corrupta e de atuar, em suas inúmeras horas de folga, como uma espécie de guarda pretoriana dos grandes usurpadores de terra. Será que ninguém sabia disso? Será que não continua sendo assim?

3) Em abril de 2000, o primeiro julgamento foi anulado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, graças às irregularidades cometidas sob os olhos do juiz Ronaldo do Valle. Na hora de marcar o segundo julgamento, 17 dos então 18 juízes das varas criminais da comarca de Belém declararam que não aceitariam presidi-lo. A exceção foi a juíza Eva do Amaral Coelho, que explicou: “Não tenho medo do MST”. Acabou afastada, depois de recursos apresentados pela acusação – os advogados dos sem-terra -, que argumentava falta de isenção. Foi finalmente nomeado o juiz Roberto Moura, que conseguiu algo inédito: numa única sessão, julgou 128 acusados. A acusação teve exatos 90 segundos para apresentar provas contra cada um deles. Dois, e apenas dois acusados, foram condenados: o coronel Pantoja e o major Oliveira. Será isso normal?

4) Por que ninguém buscou a razão de os ônibus da empresa Transbrasiliana, que transportaram a tropa de Parauapebas e a de Marabá até Eldorado, onde aconteceu a matança, terem sido pagos, em dinheiro, pela Vale do Rio Doce, na época uma empresa estatal? O gerente da Transbrasiliana que recebeu a ordem – e o dinheiro – se chama Gumercindo de Castro. O funcionário da Vale que contratou os serviços se chama James. Como explicar que uma empresa estatal contrate uma empresa particular para transportar tropas da PM que iriam desfazer uma manifestação pública?

5) Por que será que, até hoje, todos os fios soltos dessa meada, conhecidos e visíveis, não foram puxados? O coronel Pantoja obedeceu a ordens do governador Almir Gabriel. Pois bem: e o governador, os governadores, obedeceu, obedecem a quem? Afinal, quem dá as cartas e as ordens neste país de impunidades permanentes?

 

É ESCRITOR, AUTOR,ENTRE OUTROS LIVROS, DE O MASSACRE (PLANETA, 2007) E DOS CONTOS DE ANTOLOGIA PESSOAL (RECORD, 2008)

A França é Socialista. HOLLANDE eleito com quase 52%.

8 de maio de 2012
campanha do Partido Socialista Frances 2012.

campanha do Partido Socialista Frances 2012.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As últimas eleições realizadas na zona do euro deixou empalada a OPINIÃO PÚBLICA (OPINIÃO PÚBLICA (OP) – os que assim se auto-intitulam jornais: O Globo / Estado de São Paulo / Folha de São Paulo e as revistas: Veja / Isto é / Época), todos sem exceção se fixaram na grande vitória da extrema-direita, quando a vitória foi dos socialistas que creio que a terceira vez tiram a direita do poder na França.

jornais franceses no dia seguinte após eleição presidencial na França 2012

Apenas recordando. Tudo começou na era Thatcher, quando os conservadores ingleses identificaram e resolveram colocar a direita no poder e a Ministra Mão de Ferro bateu sem piedade no sindicato inglês dos mineradores. A porrada foi tão grande que incentivou a direita no resto do mundo a assumir o poder e retirar do mando a esquerda, mesmo que fosse a indecisa social-democracia.

Com um discurso que terminou na palavra AUSTERIDADE, os governos de direita no mundo ajudados pelos governos dos países da União Soviética que insistiam e continuar com a chamada ditadura do proletariado perderam o discurso político e passssara a seguir a cartilha capitalista, onde o objetivo era vincular cada vez mais o estado a defender o grande capital e não a partilha dos lucros para o bem de todos todos. Para concretizar melhor a propaganda se destinava a enfiar cada vez mais na população a necessidade de consumir bens inúteis para sua sobrevivência mas que de um certo modo dava emprego para alguns.

 

Com a derrocada da União Soviética o grande capital assumiu o poder de uma forma nunca antes vista, e com determinação foram, a cada vez mais drenando o capital que era destinada uma parte para todos para as mãos de muitos poucos. Não adianta divulgar lista em rádios, televisões, revistas e jornais que o número de bilionários mudou, porque percentualmente não houve nada significativo. Enquanto isso a fome a fome ainda está em regime perpétuo para uma grande parcela dos miseráveis no mundo. A grande derrota foi perder o discurso que deveríamos melhorar a vida da maioria e passarmos a defender que alguns poucos, pouquíssimos, deverão entrar nas listas forbianas.

Com mundo praticamente sem oposição a direita avançou e em pouco tempo vimos como a visão de que ter lucros menores era apresentada a todos como prejuízos. Da mesma forma os governos deveriam gastar menos com as questões sociais, inclua-se aí alimentar os que passam fome, obviamente sem expor claramente esse enfoque, não dar tratamento de saúde para os que não podem pagar porque o ensino há muito tempo só era oferecido com qualidade em escolas privadas e de acesso restrito.

Com podemos ver o discurso é o mesmo em todos, temos que controlar os gastos e aplica-los de forma coerente na saúde, educação e segurança. Por trás desse refrão, abria-se a portas para que a Bolsa de Valores se transformasse no maior cassino mundial. Não mais as aplicações com prazo fixo, nem a longo prazo deveriam reverter lucros calculados, mas sim o risco e a ganancia passavam a gerenciar os lucros e perdas, perdas que agora estavam cada vez mais vinculadas a lucros menores. Se olharmos com rigor, nunca mais tivemos prejuízos, mas sim perdas.

Com o cassino a cada vez tendo mais apostas a realidade se impôs e veio a crise que quase coloca a grande nação americana a nocaute, por que quase! Porque a quebra do mercado americano significaria a derrota mundial do capitalismo. Para segurar a incompetência administrativa da direita o mundo começou a achar normal investir em bancos, e para isso todos os governos desviaram verbas que nunca antes ouvimos falar existirem, para cobrir os rombos bancários, fruto da má gestão e falcatruas.

Hoje com outro palavreado estamos a quase 10 anos gerindo a caos financeiro, que muda apenas nos anúncios da imprensa de nome: USA, Islândia, Zona do Euro, Grécia, Espanha, Portugal, Itália ultimamente França.

Na verdade o crescimento da relação entre número de desempregados/números de empregados é acusado como o responsável pelo fracasso dos governos da direita e nesse momento onde se realiza eleições a balança pende contra a lógica do capitalismo.

É agora o momento para que os investimentos sejam dirigidos no sentido de aumentar a produção e não o capital.

Essa lógica permitirá que aumente o número dos possuem empregos, em consequência aumentará o consumo dos bens necessários à vida e não a sobrevivência. Aumentará o consumo dos alimentos e mesmo com a agroindústria, no campo o emprego também crescerá.

Com o acesso a alimentação o aprendizado da maioria da população será factível nas escolas públicas. Se alimentando melhor a parcela que sobrevive terá mais saúde e dessa forma teremos que redistribuir essa verba excedente para os mais despossuídos e não para os mesmos.

Temos que acabar com a lógica perversa que nos orientavam a investir no cassino e não nas pessoas. O investimento nas pessoas traz retorno do lucro para todos e não só para os jogadores.

 

É o momento de mantermos a AUSTERIDADE – interpretando que austeridade é usar em beneficio dos mais despossuídos uma boa parcela dos lucros, pois assim agindo permitiremos que a vida humana seja autosustentada.

Sérgio Cabral preste atenção!!!

4 de maio de 2012

O Governo Estadual do Rio de Janeiro, colocou nas Escolas Públicas a Polícia Militar. Comentam que a PM receberá R$2.000.000,00, e que é um projeto eperimental, por enquanto em algumas escolas mas que deverá ser implantado em todas as escolas.

Policial nas Escolas Públicas Estaduais do Rio de Janeiro

Policial nas Escolas Públicas Estaduais do Rio de Janeiro

Se o Governo do Estado do Rio de Janeiro dispõe desssa verba para contratar a PM e colocar policiais armados nas Escolas, deveria usar a verba para fazer concurso público para profesores, educadores e até o antigo bedel, que se for bem formado poderá ajudar muito na educação dos jovens.

Acorda GOVERNADOR a educação não é problema de polícia!!

Na última avaliação o Rio de Janeiro ficou em último ou penúltimo lugar. As Escolas Estaduais continuam com deficiência e falta de professores de matemática, física, quimíca e etc.
Não tenho conhecimento nem consegui ter acesso ao tal Projeto. Mas pelo que conheço dos educadores, esse projeto não deve ter passado por nenhuma avaliação de educadores que se dedicam à formação dos alunos.
Algumas medidas tomada pelo Governo Estadual foram de melhoria para o ensino: colocação de ar-condicionado nas salas de aula, controle de frequência disponível para acesso pelos pais, citando apenas dois importantes. Mas a melhor maneira de o RJ melhorar o seu ensino é manter professor para todas as disciplinas em todas as escolas e assim permitir que os alunos não fiquem sem aulas.
Surpreendentemente o Sindicato dos Professores Estaduais está atuando lentamente. Dizem que os policias nas escolas do RJ têm autorização para revistar qualquer aluno e se necessário prendê-los. podemos ver o que aconteceu no Paraná quando medida semelhante aconteceu, vejam o vídeo:

Me recordei de experiências de militariazação do ensino em estados totalitários. Se o objetivo é educar, podem ser feitas palestras, passar filmes levar os alunos ao teatro ou ao cinema medidas que já foram implementadas no RJ e devem continuar pois área cultural é quem melhor faz divulgar propostas entre jovens.

Até agora a está se dedicando a CPI do Cachoeira, mas ao primeiro incidente o Sérgio Cabral será chamado a responsabilidade.

Qualquer desvio de conduta colocará em risco o projeto do Governo do Rio de Janeiro para a segurança do projeto das UPPs. Além de ser uma forma de pagar bico para o PM que é um funcionário público do Estado.

A Campanha contra a CPI não deu certo.

19 de abril de 2012

A OP  [ ] tentou mas não teve sucesso. No dia em que as assinaturas foram feitas e garantiram a CPI o Globo estampava:

O Globo na campanha contra a CPI do Cachoeira – 1/abril/2012 cópia da página em PDF

foi uma campanha orquestrada mas não deu certo, o Congresso Nacional agiu corretamente.

Jornal O Globo 17 de abril de 2012

Jornal O Globo 17 de abril de 2012

 

Partido dos Burros tem estátua no Iraque

17 de abril de 2012

Vejam a manchete do The Telegraph em 17 de abril de 2012. No Curdistão o Partido Burro colocou em praça pública a estátua de um animal de quatro patas com gravata:

Iraq Kurdish donkey party unveils statue

O secretário-geral do partido Omar Kalol disse que espera que a estátua venha a incentivar as pessoas do Curdistão a tratarem melhor os animais, especialmente os  jumentos.

The Telegraph - www.telegraph.co.uk
The Telegraph – www.telegraph.co.uk – 17/apr/2012

 

Iraq Kurdish donkey party unveils statue

 

A political party in Iraq’s Kurdistan region called the Donkeys’ Party has unveiled a statue of its four-legged namesake in dress attire.

A bronze statue statue showing the head and shoulders of a donkey dressed in a suit, collared shirt and tie is pictured after being unveiled by a political party called the Donkeys' Party Iraq Kurdish donkey party unveils statue

A bronze statue showing the head and shoulders of a donkey dressed in a suit, collared shirt and tie is pictured after being unveiled by a political party called the Donkeys’ Party  Photo: AFP/GETTY

  

Muito interessante a divulgação pela imprensa britânica desse fato que ocorreu numa terra tão distante.

 

Se a OPINIÃO PÚBLICA (OP) [ ]  tivesse um mínimo de seriedade teria usado como manchete das revistas e jornais esse artigo, e, explorado ao máximo. Mas, hoje em dia o que interessa é abafar o Senador Do DEM, e para isso traz de volta a campanha para que o STF julgue antes das eleições de 2012 o chamado caso do mensalão.

 

Fazendo dos leitores uma imagem real do bronze Iraquiano, não vemos mais na OP nenhuma notícia sobre a montagem de licitação corrupta no hospital da UFRJ, da mesma forma não mais é falado sobre uma maracutaia na licitação do metrô de São Paulo.

 

A OP  [ ] tem por especilidade: criar noticias e usá-las para aumentar audiência (faturar mais) ou tentar formar opinião. O pior é que com relação a qualquer fato o tratamento com os leitores é sempre o mesmo, matérias sem finalização e retro-alimentação quando seus interesses políticos partidários estão ameaçados.

 

Duas notícias não foram manchetes nemdivulgadas fartamente pela OP, a primeira é relativa ao futebol carioca:

 

a) tivemos no final de semana passado a última rodada do campeonato de futebol do Estado do Rio de Janeiro.  O Bangu A. C. ficou em uma situação que seria inimaginável, corria o risco de rebaixamento e poderia ser o campeão de 2012, pois os jogos da decisão do turnos não definem pontos para o rebaixamento. Com os jogos definidos para a decisão da Taça Rio o Bangu A. C. poderá ser o Campeão de 2012 com apenas 15 pontos ganhos em todo o campeonato,  veja a tabela de classificação por pontos corridos que define quem é rebaixado. Os quatro primeiros classificados tem respectivamente 36 , 35 , 33 , e 26 pontos ganhos.   A quem interessa que o Campeonato do Rio de Janeiro não seja definido por pontos corridos?

 

a segunda é relativa à campnha desenvolvida pelo governo federal contra os altos juros cobrados pelo sistema bancário:

 

b) o governo brasileiro declarou que é inadmissível que os juros bancários continuem na estratosfera. Isso sempre foi falado pelo governo nos últimos 9 anos. Ocorre que a OP não comunga da mesma opinião, para esclarecer: a opinião que somente uma movimentação popular poderá fazer os juros bancários baixarem. O Governo Federal por outro lado externou que essa mamata deve ser enfrentada e para isso  baixou os juros dos bancos do Brasil e Caixa Econômica Federal. Uma atitude ousada e bem calculada, para não ser acusado de estar interferindo no mercado.
O governo em qualquer regime democrático, deve ser o ente que trabalha para que todos tenham uma convivência pacífica e com a maioria sendo protegida. Ococrre que nos regimes capitalistas os bancos ganharam um poder e proteção ilimitados. Lembrem que após a crise de 2008, que se arrasta até hoje, os governos premiaram os bancos com gordas fatias de dinheiro, e qual foi o resultado: jogadas de propaganda quando vimos altos executivos dizendo que ganhariam US$ 1,00. O que depois ficou provado foi que o dinheiro investido pelos governos pagaram os salários dos executivos que tinham falido o sistema.
A primeira reação da FEBRABAN foi que o governo deve fazer a lição de casa: reduzir taxas e investimentos sociais. Essa declarações são feitas com outras palavras, como: deve ser reduzido o compulsório, que na verdade é a garantia que o banco deixa depositado junto ao governo para que não tenha problemas financeiros irresponsáveis.

 

Aguardamos a OPINIÃO PÚBLICA (OP) [ ] fazer a campanha da redução do lucros bancários, antigamente os juros em uma faixa de 10% era chamado de agiotagem. Hoje estão muito acima e sempre declaram a culpa como sendo do governo.

A Globo anuncia o fim da greve dos caminhoneiros em São Paulo

9 de março de 2012

Após passar a semana falando em crise, bloqueio e etc. a Rede Globo anunciou ontem no Jornal Nacional o fim da greve dos transportadores de combustíveis na capital paulista.

Ao abrir o JN a apresentadora Patricia Poeta

apresentadora do Jornal Nacional - Patricia Poeta

apresentadora do Jornal Nacional - Patricia Poeta

da TV GLOBO reconhece a greve dos caminhoneiros em São Paulo e anuncia que acabou.

O importante foi o anúncio do jornal Estado de São Paulo que no caderno Cidades anunciou que Kassab (Prefeito de São Paulo) consultou Claudio Lembo e José Serra sobre o fato.

SERRA e LEMBO decidiram com KASSAB lockout ou greve em São PAULO

8 de março de 2012

Hoje, o jornal Estado de São Paulo na edição de 08 março 2012, no caderno Cidades traz a confirmação SERRA e LEMBO se reuniram com KASSAB e decidiram o fechamento do acesso dos caminhões na capital de São Paulo.

Prefeito ouviu Serra e Lembo sobre a crise clique e leia original no pdf

jornal Estado de São Paulo 08 de março de 2012 - caderno CIdades

jornal Estado de São Paulo 08 de março de 2012 - caderno CIdades

O Prefeito está irredutível e esperam que esse desgaste caia sobre a candidatura do PSDB como um novo alento e crescimento de popularidade do candidato mais impopular até agora.

Por enquanto nem a Folha de São Paulo e nem O Globo tiveram a audácia de colocar a questão tão clara. A campanha eleitoral está definida.

Onde está o TRE-SP, o TSE a a Procuradoria que não entra de sola para resolver esse problema eleitoral.

Jornal Estado de São Paulo em 08 março 2012 – caderno Cidades

Continua a farsa e a TV Globo chama de crise de abastecimento o LOCKOUT ou GREVE da capital paulista

7 de março de 2012

Apesar dos problemas que a população paulista passa com o desabastecimento de combustiveis a Rede Globo continua chamando de protesto.

Jornal Nacional em 07 março de 2012

Jornal Nacional em 07 março de 2012

A chamada para o Jornal já distorce a realidade.

até quando será chamado de lockout ou greve pela OPINIÃO PÚBLICA (OP) [os que assim se auto-intitulam jornais: O Globo / Estado de São Paulo / Folha de São Paulo e as revistas: Veja / Isto é / Época] o que acontece em São Paulo.


Na abertura do Jornal Nacional William Bonner chama o lockout ou greve de crise.

É impressionante a cara de pau.

Veja como foi a abertura do Jornal Nacional no dia 07 de março de 2012.

A GREVE ou LOCKOUT em São Paulo, e a OPINIÃO PÚBLICA chama de bloqueio

7 de março de 2012

A OPINIÃO PÚBLICA (OP) – (vejam nas fotos abaixo, nas tres capas dos jornais de 07/mar/2012) os que assim se auto-intitulam jornais: O Globo / Estado de São Paulo / Folha de São Paulo e as revistas: Veja / Isto é / Época – em nenhum momento, nem no rádio ou televisão, criticou o que chamou de “bloqueio” feito em São Paulo à distribuição de gasolina, óleo diesel e etanol.

Jornal O GLOBO 07 de março 2012

Jornal O GLOBO 07 de março 2012

Jornal Estado de São Paulo 07 de março de 2012

Jornal Estado de São Paulo 07 de março de 2012

Jornal Folha de São Paulo 07 de março de 2012

Jornal Folha de São Paulo 07 de março de 2012

Como não se posicinaram está implicito que apoiam a violência contra a população.

O Prefeito tenta resolver dizendo que se reunirá com os grevistas, mas quem passa pelo sufoco é a população paulista.

Apesar de distante, foi com atos dessa natureza em Santiago, que o Pinochet assumiu o poder e matou milhares.

Há poucos dias vimos militares reformados, fazendo abaixo assinado contra a Comissão da VErdade. A Presidente Dilma, teve que agir com rigor e também nessa ocasião não presenciamos a OPINIÃO PÚBLICA (OP) se posicionar a favor da democracia.

Calaram-se!

Acredito que no fundo concordam o texto do abaixo assinado, assim como concordaram e deram cobertura à ditadura brasileira. Só se posicionavam contra, quando seus interesses pessoais eram cerceados.

A Comissão da Verdade tem muito a investigar, inclusive a imprensa livre que adotou a ditadura.

Esse é mais um cap\itulo da luta pela democracia no Brasil