
Tragédia no centro do Rio de Janeiro - 25 de janeiro de 2012
A televisão e o rádio continua a mostrar imagens, e pasmem, os comentários de qualquer pessoa próximo ao local do acidente que derrubou três prédios no centro do Rio de Janeiro atrás do Teatro Municipal.
Estava em casa e tinha acabado de assistir o jornal quando a TV Globo chamou uma notícia extraordinária e assim soube da tragédia. Com a pressa em mostrar eficiência ouvi o comentário (lamento não ter gravado o nome) de um historiador (assim foi anunciado) que dizia que os prédios eram dos anos 40 e 50 e que a engenharia brasileira não era boa na época por isso os prédios deveriam ter caído. Em busca de confirmar o que vi e ouvi busquei na internet a gravação dessa notícia, mas a transparência do trabalho realizado não é feita por quem defende transparência acima de tudo e em todos os momentos.
Fiquei surpreso, a engenharia civil brasileira é reconhecida mundialmente há muitos anos. Abaixo do local onde caíram os escombros se localiza o metrô do Rio de Janeiro e nada ocorreu com o Metrô-RJ.
Ainda hoje 27 de janeiro de 2012 (dois dias depois da tragédia) a televisão continua a mostrar entrevistas de pessoas que afirmam que as paredes foram derrubadas ou como mostram hoje pela manhã havia janelas que foram abertas na parede lateral do prédio.
A televisão poderia além do exibicionismo mostrar que: janelas só podem ser abertas para o terreno do lado se distar até 1,5 metros da divisa do terreno.
Um prédio de 20 andares é sustentado por estrutura de concreto armado (o caso do prédio do acidente) ou estrutura metálica e a sua queda só ocorre se o modelo estrutural que foi construído for danificado. As entrevistas com os especialista até agora sempre argumentam que não houve explosão pois se tivesse ocorrido os fragmentos seriam jogados longe.
As imagens gravadas quando do desabamento por câmeras localizadas na Av. Treze de Maio mostram as pessoas correndo e a nuvem de pó as perseguindo.
Antes que sejam realizados os programas que sempre as televisões fazem sobre tragédias, seria bom que fossem investigados com vários especialistas os motivos que poderiam levar um edifício a entrar em colapso.
Chega de sensacionalismo e de buscar a audiência transmitindo tragédias.
Uma das televisões do Rio de Janeiro, apresentou (como modo de eficiência e exploração da tragédia) filmes feitos por câmera colocada no capacete de um bombeiro. Será que ao interromper o trabalho para colocar a câmera, a televisão não pensou que primeiro o bombeiro deveria fazer seu trabalho e quem sabe salvar vidas.
Acredito que muitos lamentam que o navio que naufragou na Itália não tenha sido no Rio, pois se assim fosse, teríamos câmeras instaladas nos robots para mostrar corpos boiando no interior do navio.
Vídeos registram desespero após desabamento de prédio no Rio e outros vídeos – UOL Notícias
Publicado no G1 – portal da Globo na internet(http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/01/dentista-e-autuado-por-calunia-apos-acusar-equipes-de-resgate-de-roubo.html)27/01/2012 07h07 – Atualizado em 27/01/2012 08h47
Dentista é autuado por calúnia após acusar equipes de resgate de roubo
Ele tinha um consultório num dos prédios que desabaram no Centro do RJ.
Dentista foi levado para delegacia e autuado por calúnia e difamação.
Do Bom Dia Rio
38 comentários
O dentista Antônio Molinario, que tinha um consultório em um dos prédios que desabaram no Centro do Rio, foi autuado por calúnia e difamação na madrugada desta sexta-feira (27).
Ele acompanhava o trabalho de remoção dos escombros e levantou a suspeita de que integrantes dos grupos de resgate possam ter desviado objetos encontrados nos escombros. Os bombeiros negam e dizem encaminhar os objetos das vítimas para a Polícia Militar.
O desentendimento entre o dentista e ocorreu durante a madrugada. Revoltado, Molinario tentou revistar um carro das equipes. “Está aqui. Abra e veja o que tem aí dentro. Vê se isso aí é dele. Que mais tem aqui dentro? Por que não estão separando os nossos pertences? Tem uma porção de coisas que estão levando escondido”, disse o dentista.
O dentista foi conduzido para a delegacia onde foi autuado. Ele e um sócio mantinham um consultório que ocupava todo o quarto andar de um dos três prédios que desabaram.
Nesta quinta, o dentista reclamou da falta de informação sobre o entulho. “Não sabemos para onde o entulho está sendo levado. Para a prefeitura, é lixo. Mas, para mim, não. Ali tem fichas de clientes, documentos que não servem para a prefeitura, mas que para mim são muito úteis. Ninguém informa nada, ninguém fala nada”, disse.
O coronel Ronaldo Alcântara, subcomandante do Corpo de Bombeiros do Rio, diz que os objetos de valor encontrados são entregues à Polícia Militar, para serem catalogados e devolvidos aos donos.
Continuo acreditando que uma imprensa deve ser livre, mas sobre tudo deve dar notícias e não buscar nas tragédias o seu objetivo de aumentar audiências e o lucro.





















Flickr
Twitter
Youtube